12/09/2003 14h22 – Atualizado em 12/09/2003 14h22
A necessidade dos países desenvolvidos reduzirem suas emissões de gases poluentes pode colocar o Mato Grosso do Sul no mapa das alternativas de fontes de energia limpa. O setor sucroalcoleiro vive uma boa perspectiva de negócios com a abertura dos mercados de países que já instituíram programas para adicionar o álcool à gasolina.
“Existe um horizonte muito positivo para a nossa economia no mercado internacional, principalmente depois do Protocolo de Kyoto”, afirmou o vice-governador e secretário Egon Krakhecke (Planejamento, Ciência e Tecnologia), ao abrir o seminário “Energia Renovável no Mato Grosso do Sul”, ontem, em Campo Grande.
O Protocolo de Kyoto é um acordo internacional para reduzir as emissões de gases-estufa dos países industrializados e para garantir um modelo de desenvolvimento limpo aos países em desenvolvimento. O documento prevê que, entre 2008 e 2012, os países desenvolvidos reduzam suas emissões em 5,2% em relação aos níveis medidos em 1990. O tratado foi estabelecido em 1997 em Kyoto, Japão, e assinado por 84 países. Destes, cerca de 30 já o transformaram em lei. O acordo impõe níveis diferenciados de reduções para 38 dos países considerados os principais emissores de dióxido de carbono e de outros cinco gases-estufa.
O Japão é um deles. Para cumprir a meta de reduzir suas emissões de poluentes em 6%, o governo japonês já sinalizou com um programa de adição do álcool à gasolina. Exportar álcool ao mercado japonês significa, segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool, José Pessoa Queiroz Bisneto, uma perspectiva de crescimento do setor e geração de empregos no Estado.
Fonte:Agora MS


