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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Cadastro das famílias sem teto começa nesta semana

13/09/2003 11h11 – Atualizado em 13/09/2003 11h11

O cadastro das famílias que invadiram casas na Vila Piloto, Em Três Lagoas, será iniciado nesta semana por assistentes sociais da Prefeitura e do Governo do Estado.

Atendendo a pedido expresso do governador Zeca do PT, equipe do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) está em Três Lagoas para solução imediata e definitiva do problema das 300 casas do programa “Che-Roga-Mi”, em construção na Vila Piloto, com recursos da Cesp. As casas ainda não concluídas foram invadidas na madrugada do dia 9 de março e hoje, mais de 300 famílias residem no local, na sua maioria em construções que estão apenas na fase inicial do alicerce.

Segundo o coordenador estadual do MNLM, Cleuto Soares, o cadastro de cada uma das famílias será minuciosamente avaliado por uma equipe, formada por representantes da Prefeitura, do governo do Estado e do MNLM, “que a partir de agora passou a assumir o compromisso da solução imediata do problema da invasão”, disse Soares.

Ele visitou a redação d a Sucursal do jornal Diário MS, no final da manhã desta sexta-feira, acompanhado do tesoureiro do MNLM, Ramon Rito Arteman, e do gerente do escritório local da Agência de Desenvolvimento de MS (Agesul), Cláudio César de Alcântara.

“Sempre acreditei que o Governo do Zeca do PT tomaria uma decisão sensata, que não prejudicasse as famílias carentes. Este é um trabalho sério e realizado com critérios justos”, avaliou Cláudio César. A Agesul tem o encargo de fiscalizar as obras da Coplan, empreiteira de Campo Grande, contratada pela Cesp para a construção das casas populares.

Após várias reuniões com os líderes das famílias, que invadiram as residências, com o prefeito Issam Fares, com o Ministério Público e com representantes do Governo, “ficou decidido o início do cadastramento, obedecendo a alguns critérios”, antecipou Soares. Segundo ele, as assistentes sociais irão ater-se a uma série de requisitos, entre eles, se a família está ou não devidamente constituída.

“Não basta ocupar e permanecer numa situação de instabilidade”, disse o coordenador do MNLM, acreditando que as obras serão reiniciadas logo que o cadastro for concluído.

Segundo previsões do gerente do escritório local da Agesul, “tudo estará solucionado, dentro de 90 dias”.

Fonte: Carlos Alberto

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