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sábado, 11 de julho de 2026

Pessoas ansiosas podem estar doentes

15/09/2003 08h50 – Atualizado em 15/09/2003 08h50

Freqüentemente nos vemos diante de situações em que ficamos ansiosos, mas assim que o problema se resolve, tudo volta ao normal. Para algumas pessoas, no entanto, a ansiedade é algo incontrolável, como um pavor constante que vai além do normal.

Muitas vezes há um motivo para a ansiedade, como estresse provocado por fatores externos ou internos, o que gera casos de ansiedade exógena. Mas também há situações de ansiedade sem motivo aparente, então ocorre a ansiedade endógena.

SINTOMAS E FORMAS

Todos os casos de ansiedade apresentam sintomas psicológicos como apreensão, medo, desespero, sensação de pânico, hipervigilância, irritabilidade, fadiga, insônia, dificuldade para se concentrar, taquicardia, dor de cabeça, tontura, diarréia, indigestão, vontade constante de urinar, falta de ar, sudorese, pele fria, palidez e uma reação exagerada aos reflexos.

Em geral, os sintomas surgem espontaneamente em ataques de ansiedade que crescem até que o indivíduo apresente um pavor exagerado em alguma situação, acompanhado de palpitação, sudorese e mal-estar, quando, na verdade, a ameaça é insignificante ou inexistente.

Casos assim se dão, normalmente, em pessoas hipocondríacas, inclinados a usar álcool ou drogas para combater a ansiedade, com fobia de lugares onde possam ocorrer situações de pânico. Elas, por exemplo, vão ao cinema e começam a achar que o teto vai desabar, ou que as portas vão se fechar e ninguém vai poder fugir, quando na realidade, tudo está normal.

Outra forma de ansiedade é a generalizada, que produz um desespero constante, com a idéia de que algo de mal vai acontecer. Esses sintomas têm que durar pelo menos 6 meses para que a pessoa possa ser enquadrada nessa doença.

A ansiedade também se manifesta através da Síndrome Obsessivo-compulsiva. Nessa situação, o indivíduo repete várias vezes o mesmo ato, pensamento, sentimento ou impulso, mas para ela fica a sensação de que não completou o que tinha que fazer. Conferir inúmeras vezes se fecharam a porta da casa, lavar as mãos várias vezes, provocando até feridas, e continuar achando que as mãos ainda estão sujas, são exemplos dessa síndrome.

Outras vezes ocorre o estresse pós-traumático, em que a pessoa passa por um trauma e fica sentindo todos os maus momentos que passou durante o evento, com insônia, pesadelos, dificuldade de concentração. Isto pode aparecer logo após a pessoa ter tido o trauma, ou pode ocorrer até 6 meses depois.

Algumas pessoas expressam suas ansiedades através de fobias como a claustrofobia (medo de lugares fechados), agorafobia (medo de sair de casa e ficar em público), fobias sociais (como o medo de ser ridicularizado em público) e outras.

CAUSAS

Algumas dessas doenças são causadas por um desequilíbrio químico no cérebro, por isso, a doença obsessivo-compulsiva parece ter relação com uma substância encontrada no cérebro chamada serotonina. Esses casos tem sido tratados com medicamentos que atuam na reabsorção da serotonina, como a clomipramina e a fluoxetina, com bons resultados.

TRATAMENTO

Para a ansiedade exógena é aconselhável psicoterapia, em que a pessoa passa a ter consciência daquilo que a está deixando ansiosa, bem como tenta resolver seus conflitos internos. Quanto mais consciência e interesse das pessoas em entender a si próprias, mais fácil fica o tratamento.

Nos casos de fobias, as terapias comportamentais são de grande valor. Um dos métodos empregados é o de dessensibilização sistemática, onde o paciente é colocado diante da situação que lhe causa estresse e, aos poucos, vai aprendendo a relaxar até que aquela situação não lhe cause mais ansiedade. Outras técnicas empregadas são a hipnose e o biofeedback.

Para os casos de ataques de pânico e ansiedade endógena estão indicados remédios ansiolíticos e antidepressivos. Procure o seu médico Unimed, e ele saberá indicar a melhor opção para o seu caso.

Fonte: Portal Unimeds com informações da Unimed Rio Claro

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