16/09/2003 16h47 – Atualizado em 16/09/2003 16h47
O coordenador da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo, João José Sady, responsabilizou a direção da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor de São Paulo (Febem-SP) pelas constantes rebeliões e assassinatos nas unidades da instituição. Só nos últimos dias, ocorreram vários incidentes.
Na sexta-feira, houve rebelião, fuga e denúncia de maus-tratos em Ribeirão Preto. No domingo, dois jovens foram mortos a facadas por internos em Franco da Rocha. E, hoje pela manhã, ocorreu uma rebelião na unidade Raposo Tavares, na capital.
“O modelo realmente está ultrapassado e é preciso uma mudança. O que nós não vemos é nenhum passo concreto com relação a essas mudanças”, disse Sady. “Quando o atual presidente tomou posse (em janeiro), nós pedimos a ele uma transparência da Febem, ele nos prometeu, até hoje não cumpriu”, lamentou.
Segundo Sady, o presidente da Febem, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, prometeu eliminar o Complexo de Franco da Rocha, que opera como uma penitenciária e não desenvolve projeto pedagógico, mas nada foi feito nesse sentido, tampouco se discutiu um projeto pedagógico unificado com a sociedade. Ele também criticou a contratação de funcionários pelo critério político.
“A Febem hoje é um quadro dirigido por pessoas de confiança e não por pessoas de carreira. Então você não tem um funcionário que entra e vai aprendendo pouco a pouco a lidar com a criança e o adolescente, a adquirir uma técnica, aplicando um projeto pedagógico unificado”, comentou.
Fonte:Agora MS



