16/09/2003 09h33 – Atualizado em 16/09/2003 09h33
A primeira paralisação de petroleiros no governo de Luiz Inácio Lula da Silva não chegou a afetar a produção de petróleo e combustíveis da Petrobras. Os petroleiros foram uma das primeiras categorias sindicais a apoiar oficialmente a candidatura de Lula, no ano passado.
Hoje, o Departamento de Recursos Humanos da estatal tem uma reunião marcada com os representantes sindicais para discutir o acordo coletivo da categoria. Na primeira rodada de negociações, realizada no dia 3, a estatal não fez nenhuma proposta de reajuste salarial.
A Petrobras que no primeiro semestre deste ano teve lucro recorde de R$ 9,372 bilhões, informou que está “finalizando estudos mais detalhados das variáveis econômico-financeiras” ara chegar ao índice de reajuste. Os empregados pedem 23,35%.
A greve, iniciada à meia-noite de terça-feira, estava programada para durar 24h e teve a adesão de dez das 11 refinarias em todo o país, segundo a FUP (Federação Única dos Petroleiros). Na refinaria Duque de Caxias (Baixada Fluminense) não houve troca de turno nem de manhã nem às 15h.
Nos escritórios administrativos da Petrobras, 70% dos funcionários aderiram ao movimento, disse a federação. A Petrobras estima que apenas 30% tenham paralisado suas atividades.
Fonte:Agora MS




