17/09/2003 14h20 – Atualizado em 17/09/2003 14h20
O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Vantuil Abdala, considerou “lamentável” a busca sistemática da interferência do Judiciário nas negociações entre as estatais e os servidores. Ele afirmou que o Estado, na condição de empregador, deveria dar o exemplo de negociação, mas o que tem prevalecido é a “cultura cartorial do carimbo” que leva empresas públicas e sociedades de economia mista a buscar sistematicamente o pronunciamento do Judiciário em relação às reivindicações de seus empregados.
As críticas do ministro foram feitas devido a um apelo de mediação feito por servidores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) para patrocinar uma audiência de conciliação, como tem acontecido nos anos anteriores, antes do julgamento dos dissídios coletivos já instaurados. O pedido de mediação foi feito hoje (17) por diretores do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Instituições de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), que representam os empregados das duas estatais, em audiência com o vice-presidente do TST.
De acordo com o Sinpaf, a Embrapa ofereceu 1% de reajuste salarial e a Codevasf, 2%. Para o vice-presidente do TST, se a estatal faz uma proposta como essa é porque não pretende fechar o acordo à espera da audiência de conciliação feita no TST, uma prática que, segundo ele, tem se repetido todos os anos com as demais empresas públicas e sociedades de economia mista.
Fonte:RMT online



