18/09/2003 13h46 – Atualizado em 18/09/2003 13h46
Os membros do Conselho Universitário da UFMS vão se reunir segunda-feira, dia 22 de setembro, às 9h, no Teatro de Bolso, em Campo Grande, para discutir e aprovar a criação da Universidade Federal da Grande Dourados. A convocação do COUN, em caráter extraordinário, está sendo feita pelo reitor Manoel Peró a pedido do Senador Delcídio do Amaral (PT/MS), que desenvolve esforços junto ao Ministério da Educação para atender a uma antiga reivindicação da comunidade douradense e dos municípios da região sul do Estado.
-Os resultados da reunião da próxima segunda-feira na UFMS são
importantes para que possamos concluir a elaboração do projeto-de-lei a ser enviado ao Congresso Nacional ainda este ano propondo a criação da Universidade Federal da Grande Dourados. É preciso definir como vai ficar o quadro funcional, a distribuição dos cursos, a questão do patrimônio, entre outros assuntos, para que possamos prever e incluir no Orçamento Geral da União os recursos necessários à instalação e ao funcionamento da UFGD – afirmou o senador.
Recentemente, Delcídio e Peró foram recebidos em Brasília pelo ministro Christovam Buarque, que garantiu apoio à proposta e sugeriu uma nova resolução da UFMS nesse sentido.De acordo com o reitor, já existe uma resolução do Conselho Universitário, de 1988, que, entretanto, precisa ser reformulada, em função das várias mudanças introduzidas no estatuto da instituição ao longo dos últimos anos.
O campus da UFMS em Dourados, conta com 176 professores. Desse total, 97 pertencem ao quadro efetivo, 64 são contratados e outros 15 voluntários. A instituição oferece um total de 25 cursos de graduação, freqüentados atualmente por 2.685 alunos.
O reitor Manoel Peró e o senador Delcídio do Amaral defendem a criação da UFGD como forma de estimular o desenvolvimento da região sul do estado.
- A Grande Dourados é um dos maiores pólos de produção agropecuária do Estado. Além disso, a Petrobras desenvolve estudos para passar por ali mais um ramal do gasoduto Bolívia-Brasil, que certamente vai dar um novo fôlego ao processo de industrialização da região.Com base nessas riquezas, a nova universidade certamente servirá como um grande centro produtor de pesquisas que vão beneficiar a indústria e o agronegócio, isso sem falar na geração de empregos, com a ampliação do número de vagas que atrairão jovens do Cone Sul, da fronteira com o Paraguai, do interior de São Paulo e do Paraná, e consolidarão Dourados como um grande centro universitário previu Peró.




