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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Tratamentos dermatológicos previnem e tratam manchas causadas pelo excesso de sol.

22/09/2003 08h52 – Atualizado em 22/09/2003 08h52

Todo mundo sabe que o sol forte não faz bem à pele. O aparecimento de manchas é um dos primeiros sinais da agressão, principalmente à pele do rosto. As manchas podem aparecer escuras (hipercrômicas) ou esbranquiçadas (hipocrômicas), tendo como fator desencadeante os raios solares. Tratamentos dermatológicos são fundamentais tanto na prevenção quanto na remoção das manchas, afirmam especialistas no assunto.

A dermatologista Malba Bertino, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, chama atenção para outros fatores que também podem desencadear manchas no rosto e braços, sendo agravadas pela exposição ao sol. Segundo ela, manchas hipercrômicas podem estar relacionadas ao uso de anticoncepcionais e alguns antibióticos, (ex.: tetraciclina), além do uso de perfumes e alguns cosméticos. Frutas cítricas, como limão e laranja, também mancham a pele. Já manchas esbranquiçadas são mais comuns em crianças e adolescentes de pele morena e seca, após exposição excessiva ao sol.

Segundo a especialista, peles claras são mais suscetíveis ao aparecimento das manchas, sendo indispensável o uso de fotoprotetores durante a exposição e a aplicação de hidratantes após o sol. “O ideal é que se utilize filtros solares com fator de proteção entre 15 e 30, respeitando-se a cor da pele; aqueles de pele muito clara devem usar um fator de proteção mais elevado, e respeitar também a característica da pele (seca, normal ou oleosa), pois existem no mercado filtros em gel, creme ou loção”, diz a especialista.

Para quem já sofre com os estragos do verão, o tratamento correto para eliminar as manchas de sol, de acordo com a especialista, dependerá de um diagnóstico da área lesada. Normalmente, para clarear manchas, os tratamentos são à base de ácido retinóico e peelings químicos, que melhoram muito o aspecto da pele, além do uso de fotoprotetores diariamente. “Geralmente, utilizamos ácidos como o glicólico e o retinóico, associados a substâncias despigmentantes como a hidroquinona, ácido Kógico, ácido fítico. Mas a pessoa em tratamento tem de evitar o sol”, explica a dermatologista Malba Bertino.

A dermatologista ressalta que o tratamento dependerá do diagnóstico, pois nem todas as manchas que surgem após o verão podem ser removidas com ácidos, como por exemplo as manchas esbranquiçadas que geralmente desaparecem com uma boa hidratação da pele. Daí a importância de um diagnóstico correto pelo especialista para o tratamento de qualquer alteração na pele. “O melasma misto e o dérmico geralmente apresentam uma resposta irregular ao tratamento, e, muitas vezes, dependendo do tratamento utilizado, pode até agravá-lo”, observa a dermatologista.

Laser, crioterapia, eletrocoagulação e peelings, segundo ela, são tratamentos indicados para a remoção de manchas profundas ou melanoses actínicas, conhecidas popularmente como manchas senis que, geralmente, aparecem no dorso das mãos.

Sardas O tratamento com clareadores também pode suavizar as sardas, que são manchas que surgem dos 6 aos 18 anos de idade, após a exposição à luz solar e, principalmente após queimadura solar. Embora desencadeadas por fatores hereditários em pessoas de pele clara, acentuam-se no verão e tendem a melhorar no inverno se não houver exposição à luz solar.

Manchas de gravidez – As grávidas são mais propensas a desenvolver determinados tipos de manchas devido as mudanças hormonais que ocorrem no período da gestação. É comum o escurecimento da aréola mamária, o surgimento da linha nigra (linha escura que vai do púbis até o umbigo), e manchas na face, conhecidas como melasma ou cloasma, que têm o sol como fator desencadeante e agravante de manchas já existentes. A prevenção deve ser feita com o uso de fotoprotetores diariamente.

Fonte:Ibest

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