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quarta-feira, 15 de julho de 2026

No Rio, Samuel L. Jackson fala sobre o seu novo document.write Chr(39)

01/10/2003 16h18 – Atualizado em 01/10/2003 16h18

Quando criança, Samuel L. Jackson era um devorador de filmes de cinema. Via de tudo o que podia e fantasiava sobre o dia que chegaria a brilhar nas telas mágicas. Hoje, astro consagrado em Hollywood, Jackson trata de satisfazer cada uma das fantasias de infância. No Rio para divulgar seu filme “Violação de conduta”, dentro do Festival do Rio, o ator explicou melhor essa obsessão: – Quando li o roteiro, pensei: nunca morri de tanto jeito diferente num mesmo filme. E aceitei. Claro que o fato de adorar trabalhar com John (Travolta) e ter me divertido muito enquanto filmava “Duro de matar 3”, do mesmo diretor, também contaram – disse na entrevista que concedeu no início da tarde desta quarta-feira, na tenda armada pelo Festival do Rio em frente ao Hotel Copacabana Palace.

Jackson estava se referindo à cena da morte do seu personagem, o sargento West, filmada e exibida várias vezes no longa, uma para cada versão de cada soldado. No filme, que estréia em circuito comercial no próximo dia 10, Travolta é Hardy, um agente da Narcóticos que ajuda a bela capitão Osborne (Connie Nielsen, de “Advogado do diabo” e “Gladiador”), da polícia do exército, a investigar a morte de West, numa base militar americana no Panamá.

A trama dá milhares de reviravoltas, algumas surpreendentes, outras nem tanto, e termina bem amarradinho, como os bons filmes hollywoodianos de polícia/soldado devem ser. Também estão no elenco Giovanni Ribisi (de “Encontros e desencontros”), como Kendall, e Harry Connick Jr., como Vilmer. O personagem de Jackson, apesar de ser importantíssimo na trama, não aparece em muitas cenas.

Interesse em document.write Chr(39)Cidade de deusdocument.write Chr(39) e document.write Chr(39)Madame Satãdocument.write Chr(39) – Muito simpático, o ator que ganhou fama internacional depois de interpretar o inesquecível Jules de “Pulp Fiction” falou sobre a vontade de conhecer melhor a cinematografia brasileira:

  • Ao contrário de muitos amigos, não tenho preguiça de ler legendas no cinema. Mas, de cabeça, o único brasileiro que eu me lembro de já ter visto foi “Pixote”. Já pedi cópias legendadas de “Cidade de Deus” e “Madame Satã” à organização do festival. Pretendo assisti-los logo, estou curioso porque esses filmes tiveram ótimas críticas nos EUA.

Convidado pela organização do Festival do Rio para divulgar seu filme – que está na mostra Première América e terá sessão de gala na noite desta quarta no Odeon BR – Jackson revelou aos repórteres que há muito tempo vinha tentando conhecer a cidade.

  • Estou encantado com o cinema na praia, com a quantidade de filmes em exibição – disse o ator, que fica no Rio até o fim da semana – Isso tudo é muito legal para dismitificar o cinema, que não é mais uma coisa tão difícil quanto antigamente. Hoje, crianças com notebooks já fazem filmes.

Jackson garante que não é um ator de um papel só – Freqüentemente associado a papéis de traficantes, bandidos em geral, Jackson desta vez interpreta um sargento do exército honesto e durão – muito durão, até demais. O ator diz que foge dos clichês e que sua filmografia – que inclui de filmes de Spike Lee a “Guerra nas estrelas” – mostra que não é bem assim:

  • Meu agente e os diretores de Hollywood já sabem: eu gosto de mudar. Acho que é até por isso que as pessoas vão ver meus filmes, para ver como eu estou desta vez.

Com mais de trinta anos de carreira no cinema, o ator de 54 anos começou a trabalhar no teatro e agora envereda pelo ofício da produção. Na semana passada, Jackson vendeu para a rede de TV americana UPN sua primeira produção, uma série sobre uma família que gere uma megaigreja e que se degladia para saber quem é que vai assumir o poder no lugar do patriarca morto no primeiro episódio.

Filme tem quatro sessões no fim de semana – O filme “Violação de conduta” será exibido no Festival do Rio em sessões:

  • Na sexta, 3, no Cinemark Downtown, às 21h30m

  • No sábado, 4, no Cinemark Botafogo, às 21h30m

  • No sábado, 4, no Rio Sul, às 21h30m

  • No domingo, 5, no UCI New York City Center 3, às 21h30m

Fonte: Globo News

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