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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Usuários do transporte urbano aprovam uso de vans na Capital

01/10/2003 14h45 – Atualizado em 01/10/2003 14h45

Os usuários do transporte coletivo urbano de Campo Grande aprovam a inclusão de vans nos trajetos que hoje são exclusivos das empresas de ônibus que detêm a licença municipal. Na segunda-feira o vereador Alex do PT protocolou o projeto de lei que institui normas para o transporte coletivo urbano alternativo na Capital.

Se aprovado, o usuário que hoje dispõe de apenas uma opção na hora de escolher a condução que vai transportá-lo de um lado a outro da cidade também poderá usar as vans, que além de oferecerem conforto e rapidez terão uma tarifa até 30% mais barata, de acordo com o Sintrapte/MS (Sindicato dos proprietários do Transporte alternativo de passageiros de Mato Grosso do Sul). “Já não é sem tempo que Campo Grande merece uma alternativa para o transporte coletivo. Com a adoção das vans certamente as empresas vão repensar sua postura com relação às lotações e devem melhorar o serviço”, comenta a presidente do Fórum do Usuário do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande, Vanda Begas.

Vanda Begas diz que hoje o maior número de reclamações que chegam até a entidade dizem respeito à falta de ônibus nos horários de pico, a demora no trajeto e a superlotação. “Você vê, apesar do nosso transporte ser um dos mais caros do País, o usuário não tem se furtado a pagar o preço estipulado, o que ele espera é ser tratado com respeito. Respeito que a inclusão das vans devem proporcionar com uma opção de qualidade e custo mais acessível”, compara.

A expectativa com a aprovação da proposta tem tantas justificavas quanto às críticas ao atual sistema de transporte urbano. Cada usuário tem uma razão para defender as mudanças. “A adoção das vans seria um sonho já que mulheres grávidas ou com crianças de colo sofrem com o empurra-empurra dentro dos ônibus. Nas vans a gente poderia ir sentado”, destaca a balconista Sandra da Silva.

Quem também reclama da superlotação é o operador mecânico Paulo César da Silva, que tem uma razão a mais para preferir andar nas peruas. “Quando a gente está bem de saúde já é difícil equilibrar-se no corredor do ônibus, imagina agora que quebrei o braço. Algumas vezes chego atrasado nos lugares porque não há como entrar na lotação”, frisa.

Qualidade de vida

No entanto, além dos imprevistos que o usuário tem de enfrentar no dia-a-dia, a inclusão de vans nas linhas vai contribuir para a melhoria na qualidade de vida da população. Quem defende essa idéia é o garçom Francisco Rodrigues. “A gente fica estressado só de pensar em entrar num ônibus, fora a falta de segurança. Com as vans você viaja sentado, pelo menos”, diz.

O preço também é um atrativo que certamente vai atrair os usuários. Pela proposta do sindicato a passagem seria de R$ 1,20, ou seja, R$ 0,50 a menos que o valor cobrado atualmente pelas empresas de ônibus urbano. “Eu vou até almoçar em casa se aprovarem as vans”, planeja o mecânico Jhonatan dos Santos. Planos também faz a manicure Silvia Rolon. “Com o dinheiro economizado ia poder sair e me divertir”, destaca.

Inicialmente o sindicato diz que tem condições de oferecer 80 vans para fazer o transporte de passageiros em Campo Grande. De acordo com o projeto de Alex do PT, a regulamentação das vans ajudaria a proporcionar uma competitividade maior entre os diversos meios de transportes (moto-táxi, táxi, transporte escolar e o transporte coletivo) e, dessa forma, oferecer um serviço mais barato, eficaz, seguro e confortável.

Atualmente 60 vans trabalham no transporte alternativo intermunicipal que está em fase de regulamentação pelo governo do Estado. Na Capital as vans atuariam nas linhas onde os ônibus não conseguem atender a demanda.

Fonte:Midiamax News

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