18/10/2003 10h10 – Atualizado em 18/10/2003 10h10
O agronegócio brasileiro já provou que é competitivo, gerador de empregos e a mola propulsora da nossa economia. Somos bons em produzir grãos, carne e fibras da mais alta qualidade, com preços competitivos e índices de produtividade entre os melhores do mundo.
Surge agora, no nosso horizonte agrícola, uma nova alternativa capaz de alavancar a economia de diferentes regiões do Brasil. Trata-se da produção de óleos vegetais para utilização como combustível em sucessão ao diesel do petróleo. A maioria das pessoas desconhece que o motor a deiesel foi criado funcionando com óleo de amendoim, sendo depois modificado para funcionar com óleo diesel de origem fóssil (petróleo).
O óleo vegetal de dendê por exemplo, cuja concentração é de 60% de óleo, pode ser cultivado em toda a região norte e nordeste do Brasil, podendo funcionar motores com geradores de energia elétrica, conjuntos de irrigação, com custos imensamente inferiores e impactos ambientais nulos quando comparados aos da construção de novas hidroelétricas e as longas e caras linhas de transmissão. Nas regiões sul, sudeste e centro oeste, onde são produzidos a maioria dos grãos do Brasil, podemos extrair óleo de girassol, amendoim, mamona, soja entre outras, para utilização como biocombustível, sem afetar a exportação e a oferta destes grãos no mercado interno.
Muitos testes já estão sendo feitos por empresas de pesquisa no Brasil, utilizando-se combustível de óleos vegetais em motores de injeção direta e indireta, com excelentes resultados quanto ao desempenho e durabilidade dos mesmos.
O combustível de origem vegetal, apresenta muitas vantagens em relação ao combustível de origem fóssil. É menos poluente por emitir menor quantidade de dióxido de carbono e enxôfre, não contribuindo para o efeito estufa, pode ser usado em todos os motores de ciclo diesel. Por outro lado a utilização de combustível com origem na agricultura nacional, causará um extraordinário impacto de desenvolvimento em todos os segmentos do agronegócio.
Sabemos que o Brasil consome anualmente cerca de 40 bilhões de litros de óleo diesel, em sua grande maioria importado. Considerando-se que 10 milhões de há de dendê, (área já desmatada e disponível nas regiões norte e nordeste), já seria suficiente para produzir esta quantidade. Imaginem então se considerarmos todo o potencial do girassol e outras oleaginosas possíveis de produzir nas demais regiões, poderemos substituir totalmente a necessidade interna sem Ter que importar petróleo e sem precisar derrubar 1 único há de florestas. Parece sonho!!! Mas não é. Temos área disponível, tecnologia, água e luminosidade, basta apenas vontade e decisão política.
Fonte:Agora MS





