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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Sem ver astros e sob chuva, Weggis ensaia vaias ao Brasil

27/05/2006 08h48 – Atualizado em 27/05/2006 08h48

UOL Esportes

Foram tímidas. Mas os torcedores que pagaram às empresas que trouxeram a preparação do Brasil para a Copa do Mundo a Weggis dispararam na manhã deste sábado as primeiras vaias contra o time de Carlos Alberto Parreira. Na sexta-feira, a euforia dos fãs e a falta de segurança provocaram ao menos cinco invasões de campo.Com pouco mais de uma hora de atividade, apenas os goleiros Dida, Júlio César e Rogério Ceni trabalhavam no gramado. Isso debaixo de uma garoa fria. O restante da equipe estava na sala de musculação do complexo. A falta de “movimentação” irritou boa parte dos torcedores, que gritaram por Ronaldinho. Além das vaias – em três momentos distintos -, os torcedores protestaram batendo o pé e assoviando. Os organizadores do evento, através dos alto-falantes, pediam paciência ao público e explicavam o motivo da ausência dos jogadores.Os torcedores pagaram 20 francos (cerca de R$ 36) para acompanhar os treinos do Brasil em Weggis. A decisão de cobrar ingressos por um lugar na arquibancada do estádio Thermplan partiu do consórcio que financiou a vinda da seleção brasileira a Weggis. O acordo redeu US$ 1,2 milhão aos cofres da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).”Para mim vale a pena. Gosto do futebol brasileiro e pretendo esperar até o final”, disse um suíço menos exaltado. Os pentacampeões entraram em campo apenas às 10h45 (5h45 horário do Brasil) – o treino estava marcado para às 9h15. Divididos em grupos, os atletas correram até às 11h e foram ovacionados pelo público. Ronaldinho, Adriano, Roberto Carlos e Cafu foram os mais requisitados e retribuíram com acenos.Ao final do trabalho, Roberto Carlos, Juninho, Ronaldinho Gaúcho e Ricardinho treinaram cobranças de falta.Na tarde deste sábado, a seleção fará um treinamento tático, seguido de minicoletivo, comandados pelo técnico Carlos Alberto Parreira e o assistente técnico Jairo Leal.

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