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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Copa da Alemanha espera por quebra de recordes

08/06/2006 14h26 – Atualizado em 08/06/2006 14h26

Lancepress!

Quando o árbitro argentino Horacio Elizondo apitar o início da partida entre Alemanha e Costa Rica, às 13h desta sexta-feira (de Brasília), mais um capítulo do volumoso livro das Copas do Mundo começará a ser escrito. O roteiro é difícil prever, mas muitos serão os desafios em jogo nos gramados da Alemanha até o dia 9 de julho, quando será conhecido o campeão do 18º Mundial da Fifa. Os alemães empatarão com franceses, mexicanos e italianos na condição de sede duas vezes da competição. E esperam um final feliz, repetindo 74, quando ficaram com o troféu.Os germânicos sonham com uma final contra o Brasil para coroar a festa. O desejo é repetir a decisão de 2002. Uma ambição e tanto, já que apenas uma vez a final repetiu-se em duas edições consecutivas. Em 86 e 90, Alemanha e Argentina fizeram a final, com um triunfo para cada lado. Itália e Brasil também protagonizaram duas decisões na história, porém em um intervalo de 24 anos entre uma e outra – 70 e 94.Caso a final dos desejos se concretize, uma nova missão estará em campo para os anfitriões. Conquistar o tetracampeonato mundial e evitar que o Brasil chegue à sexta estrela, condição hegemônica, com o dobro de títulos dos próprios alemães e dos italianos. Por outro lado, se o Brasil levar o caneco será apenas a segunda vez que um “forasteiro” consegue o feito na Europa. O ineditismo pertence aos próprios brasileiros, que foram os maiorais em 58, na Suécia. Mas as estatísticas serão botadas à prova não apenas na final, mas em cada confronto disputado. Afinal, se em qualquer um dos 64 jogos da Copa um jogador marcar seis vezes – uma pretensão e tanto – superará o russo Salenko, que fez cinco gols contra Camarões em 94 e tornou-se o maior artilheiro de um jogo só em Mundiais. E será que alguma dessas partidas terá mais gols que Áustria 7 x 5 Suíça? Até hoje, esse confronto, disputado em 54, é que mais viu a rede balançar em Copas. Alguma equipe conseguirá aplicar uma goleada mais acachapante que a da Hungria sobre El Salvador em 82? Os 10 a 1 dos húngaros até hoje não foram suplantados. E se há os desafios coletivos, há também os individuais. A começar por aquele que instiga o atacante brasileiro Ronaldo. Mais três gols serão suficientes para o Fenômeno deixar o alemão Gerd Müller para trás e se tornar o jogador com mais gols na competição. Difícil será algum atleta marcar 14 gols em campos alemães e bater o recorde do francês Just Fontaine, que em 58 foi 13 vezes às redes. Caso marque um gol no Mundial, o inglês Theo Walcott, de 17 anos, romperá a precocidade de Pelé e se tornará o mais jovem a marcar em uma Copa. E os goleiros também buscarão os seus “velocinos de ouro”. Em 90, o italiano Walter Zenga ficou 517 minutos sem sofrer gols. Algum guarda-metas baterá o feito? E até o técnico Parreira buscará cravar nome na história. Se conquistar o título, será o segundo comandante em todos os tempos a ser bicampeão do mundo. Apenas o Vitorio Pozzo, campeão em 34 e 38 com a Itália, detém essa glória. Por isso, façanhas e lendas estarão sob ameaça a partir deste dia 9 de junho, em Munique. Uma nova história poderá ser escrita e contada a partida daí.

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