24/06/2006 15h17 – Atualizado em 24/06/2006 15h17
REUTERS
Dida ficou surpreso ao ser chamado pelo técnico Carlos Alberto Parreira para ser o capitão da equipe contra o Japão, na quinta-feira. Ele e Émerson Leão foram os únicos goleiros na história da seleção brasileira a carregar a braçadeira que indica o líder oficial do time. Mesmo assim, Dida não pretende ser capitão por muito tempo.
“Não gosto de ser o centro das atenções. Quem me conhece sabe que eu gosto é de trabalhar. A faixa de capitão pertence ao Cafu. Ele é o nosso capitão, líder deste time em campo”, disse no sábado o goleiro, que surpreendeu até o técnico Parreira pela disposição de participar de mais uma entrevista coletiva.
“Agora ele pegou o gostinho, não pára mais de falar”, disse o técnico.
O goleiro do Brasil é conhecido como “pegador de pênaltis” e, como na fase eliminatória os jogos que terminarem empatados no tempo normal e na prorrogação acabam em disputas de chutes da marca do pênalti, Dida foi perguntado sobre que informações ele tem dos batedores ganenses.
“É difícil saber como esses jogadores cobram pênaltis, mas eu estarei preparado. A gente já sabe que os jogadores de defesa em geral batem mais forte enquanto os jogadores de ataque tentam colocar mais a bola”, disse o atleta.
O medo do goleiro na hora do pênalti obriga o uso de todas as armas de inteligência para saber como os jogadores vão bater.
“Pelos olhos a gente também tenta tirar alguma coisa. Se eles estão nervosos, para o canto que estão olhando…”, disse Dida esperando, claro, não precisar usar da tecnologia de pegador de pênaltis para superar Gana.





