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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Luxemburgo comemora goleada, mas com moderação

03/09/2006 18h49 – Atualizado em 03/09/2006 18h49

Estadao.com

Vanderlei Luxemburgo evitou que a euforia tomasse conta dos jogadores após a goleada que o time impôs ao Palmeiras, pedindo que todos tenham os pés no chão. Mesmo concordando que foi a melhor atuação santista no Campeonato Brasileiro e que o resultado refletiu o que a equipe produziu, o técnico afirmou que ainda é cedo para fazer festa.”Falta muito para atingirmos o nosso ideal”, disse Luxemburgo.

“Estamos despertando desconfiança desde o começo do Brasileiro e não é com uma vitória que isso deve mudar. Eu, particularmente, não fico triste demais nas derrotas e nem eufórico com um resultado como o de hoje, que não é comum num clássico”, falou o treinador.

Ao saber que Pelé o elogiou pela contratação de Zé Roberto, Luxemburgo contou que o Rei compareceu à Vila Belmiro atendendo a seu convite. “Telefonei para o Negão duas vezes nesta semana para ele vir assistir ao jogo, porque está dando sorte. Ele veio ao estádio e a presença dele contagia a todos”, contou.

Na coletiva de imprensa, Luxemburgo só não gostou quando pediram para que ele falasse do fraco futebol do adversário. “O Palmeiras jogou bem. Ganhamos porque fomos melhores que do Palmeiras e merecemos vencer.” Seus assuntos preferidos, após a goleada foram a mudança tática que fez – deixando de lado 3-5-2 para reforçar o meio-de-campo e a estréia de André Luiz, uma contratação que ele bancou.

“Prefiro jogar dessa jeito, com um volante virando zagueiro, do que um zagueiro virando volante”, explicou. Sobre André Luiz falou que o seu bom futebol não o surpreendeu. “Jogou se revezando com Kléber, como nos tempos de Corinthians”, lembrou.

Quando saía de campo, Fábio Costa, que recebeu o terceiro cartão amarelo e será desfalque contra o Fortaleza, domingo, no Ceará, apontou Luxemburgo como o responsável pela conquista do título paulista e pelo grande momento que o time atravessa no Campeonato Brasileiro, dizendo que embora seja um técnico consagrado, ele não perde a motivação.

“O dia em que eu não tiver motivação para querer ganhar e não me comprometer com o meu grupo, vou procurar outra coisa para fazer”, respondeu Luxemburgo, explicando que quando vai contratar um jogador, primeiro procura saber se ele está disposto a fazer parte desse tipo de cumplicidade.

Além de fazer média com o chefe, Fábio Costa não deixou de tirar uma casquinha do Palmeiras. “Não saio totalmente satisfeito da Vila Belmiro. O Santos ganhou de cinco, mas poderia ter feito oito ou nove gols no Palmeiras.” Também bateu naqueles que ainda demonstram desconfiança em relação ao novo Santos. “Não vejo nenhum time jogando mais do que o nosso. Pode haver algum, formado há quatro ou cinco anos, mais entrosado, mas jogando melhor não.”

Os gols que fez, abrindo o caminho para o banho de bola que o Santos deu no Palmeiras, foi a perfeita volta por cima de Luiz Alberto, que amargou o banco de reservas contra o Goiás e o Atlético-PR. “Não foi resposta a ninguém”, disse o zagueiro de 28 anos, que chega a sete gols na temporada, três atrás do artilheiro Reinaldo. “Sou bastante rodado para ficar com cara feia só porque o técnico me tira do time. Sai por uma opção tática e procurei treinar em dobro para voltar melhor”, disse.

Luiz Alberto contou que cada vez que faz gol – foi a segunda que marcou dois num mesmo jogo – os companheiros brincam, dizendo que ele tem que ir jogar de centroavante. “Nunca quis se atacante, nem em rachão treino na frente. Apenas vou para a área pensando em fazer o gol nas cobranças de escanteios ou nas faltas laterais.”

Quanto ao segundo gol, embora tenha mostrado reflexo de atacante no lance, encobrindo o goleiro com um leve toque com o pé, Luiz Alberto preferiu dar mérito a Tabata, que fez o passe. E explicou: “A bola veio muito baixa para ser pega com a cabeça e então toquei com o pé, encobrindo o goleiro. Quando vi a bola entrando, nem acreditei”, finalizou.

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