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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Jadel Gregório lamenta prata e má atuação em São Paulo

24/09/2006 17h10 – Atualizado em 24/09/2006 17h10

Estadão.com

adel Gregório chorou muito na saída da pista após ficar com a medalha de prata do salto triplo no Troféu Brasil de Atletismo. “Queria muito saltar bem em São Paulo”, explicou.

Aliás, o atleta Enumerou os motivos que o levaram a tanta emoção: seus familiares, que sempre o apóiam, estavam no estádio; a mãe Neusa veio de Marília para conhecer o neto, Jade, de cinco meses, que nasceu na Inglaterra; teve problemas no embarque (deixou as malas e até o carrinho do bebê no aeroporto) para o Brasil; machucou o músculo posterior da coxa direita dia 17, em Atenas, na Copa do Mundo; e teve uma temporada duríssima, tendo de se adaptar a uma rotina de treino em outro país.

“Tive de me adaptar a muitas coisas. Estou me adaptando ainda, ao frio, a comida, a saudades da família, ao nascimento do meu filho. Foi um ano duríssimo.” Disse que seus sogros, libaneses, sofreram muito com a guerra, mas que conseguiram estar na Inglaterra para apoiar a mulher Samara no nascimento de seu filho. Mas disse que pretende continuar treinando na Inglaterra.

E passou por todas as dificuldades na vida pessoal competindo, com muita intensidade, sem tempo para se curar totalmente das lesões. Fez 24 provas internacionais na temporada – citou como os dois melhores resultados os saltos de 17,56 m, ambos com medalhas de prata, que fez na Golden League de Lausane e no Mundial Indoor, e a marca de 17,41 m, obtida na Copa do Mundo.

“Foi aí que machuquei a coxa, tentei o tratamento, queria estar bem para saltar aqui. Insisti, todo mundo me apoiou, mas consegui fazer um salto só.” Está fechando a temporada em segundo no ranking, mas acha “estranho” e desconfia. Fez mais GPs que o sueco Christian Olsson, campeão mundial e olímpico, e pelo ranking de pontos esperava ver o seu nome em primeiro.

“Pessoas do terceiro mundo, acabam sendo passadas para trás….”, reclamou. Para 2007, Jadel deve mudar o planejamento. Fica no Brasil para se tratar, provavelmente até dezembro.

Não vai disputar a temporada indoor no começo do ano e direcionará seu foco para as provas de pista ao ar livre. Deve correr no início do ano, até maio, os Grand Prix de Belém, Rio e Fortaleza, fará alguns meetings da Golden League, os principais do circuito internacional, o Pan-Americano do Rio, de 13 a 29 de julho, e o Mundial de Osaka, no Japão, de 25 de agosto a 2 de setembro.

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