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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Primeiro lote de carne brasileira chega à Rússia após embargo

20/12/2018 15h13

Em um ano, tempo que durou a restrição, País deixou de vender 230 mil toneladas de carne para os russos

Gisele Berto

Chegou hoje, 20, à Rússia o primeiro lote de carne brasileira após o embargo sofrido pelo Brasil devido à presença de ractopamina em produtos de origem animal em fábricas nacionais.

A importação de carne do Brasil pelos russos estava suspensa desde novembro de 2017. O Serviço Federal para Vigilância Sanitária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor), órgão que regula a segurança na agricultura do país, anunciou a liberação da compra brasileira no final de outubro deste ano. Foi liberada a importação de carnes suína e bovina de nove fornecedores do Brasil.

A ractopamina é um aditivo alimentar usado para fazer com que animais ganhem peso de forma mais eficiente e acumulem menos gordura. O uso do produto em rações é aprovado pela Organização Mundial da Saúde, mas não é autorizado pela Rússia, União Europeia e China. Para evitar qualquer tipo de contaminação, o Brasil utiliza o sistema de segregação para exportação de carne para os países que têm restrições, ou seja, os animais recebem outro tipo de ração e são criados separadamente.

Segundo o Serviço Federal para Vigilância Sanitária e Fitossanitária da Rússia foram reabilitadas algumas plantas localizadas no Rio Grande do Sul das empresas Alibem Alimentos, Adele Indústria de Alimentos e da Cooperativa Central Aurora Alimentos.

Números da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que, desde o embargo imposto no ano passado, o Brasil deixou de exportar para a Rússia o equivalente a 230 mil toneladas, cerca de 40% de tudo o que o país teria exportado no período.

Por meio de um vídeo, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, comemorou a liberação e afirmou que a decisão era muito esperada pelos produtores brasileiros, em especial os suinocultores. “É difícil abrir mercado, é fácil perder mercado e é muito mais difícil recuperar mercado”, disse.

(*) com informações da Agência Brasil

Foto:  Divulgação

Foto: Divulgação

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