“Essa será a última vez na história que o Vasco entra em campo em desvantagem financeira contra o Flamengo”, prometeu o sócio da 777 Partners, Josh Wander. Na ocasião, o Rubro-Negro derrotou o Cruzmaltino por 1 a 0 em jogo válido pelas semifinais do Campeonato Carioca de 2022.
Tal declaração foi feita em março do ano passado. Voltando à primeira divisão em 2023, o Vasco investiu pesado em seu futebol, com 16 contratações e um investimento de mais de R$ 100 milhões em seu elenco. No entanto, a disparidade, tanto econômica quanto técnica, ainda existe. A goleada da última segunda-feira (6) escancarou esse cenário.
Mas o placar tão elástico não pode passar batido. O trabalho do técnico Maurício Barbieri passa longe de ser considerado no mínimo razoável. Mais um erro da diretoria. Por que a escolha por Barbieri? Vale o questionamento.
São oito jogos sem vitória. Quatro derrotas consecutivas. Semanas livres de treino que não resultam em nada. Nove dias de descanso e trabalho específico para esse clássico. O resultado? Um time completamente desorganizado na defesa e totalmente inofensivo no ataque. Esse é o Vasco de Maurício Barbieri.
Vexame pra um time que rodada após rodada, se afunda ainda mais na zona de rebaixamento. Vexame para uma torcida tão machucada nos últimos anos. O desafio da 777 é mais do que complicado. Evitar o 5º rebaixamento do Vasco em sua história é a meta da temporada. Talvez, em alguns anos, o Vasco possa a voltar aos tempos de glória. Talvez. Em alguns anos. Hoje? A realidade precisa ser encarada, e rápido.
Rafael Bueno de Souza





