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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Com desemprego baixo e salários em alta, MS vive avanço da renda familiar

Estado aparece entre os menores índices de desemprego do Brasil e amplia circulação de renda

Enquanto a renda média do brasileiro bateu recorde em 2025, Mato Grosso do Sul apareceu entre os estados que mais consolidaram o avanço do poder de compra das famílias. Impulsionado pelo agronegócio, pela expansão industrial e pelo mercado de trabalho aquecido, o Estado fechou o ano com rendimento domiciliar per capita acima da média nacional e liderança econômica no Centro-Oeste.

Dados divulgados pelo IBGE mostram que o rendimento nominal mensal domiciliar per capita no Brasil chegou a R$ 2.316 em 2025. Em Mato Grosso do Sul, o valor foi ainda maior: R$ 2.454 por morador, colocando o Estado na 7ª posição do ranking nacional das maiores rendas do país.

O desempenho coloca Mato Grosso do Sul à frente de estados economicamente tradicionais, como Minas Gerais e Mato Grosso, além de reforçar o protagonismo regional em um momento de forte crescimento econômico no Centro-Oeste.

A fotografia da renda ajuda a explicar o cenário vivido atualmente no Estado: cidades em expansão, aumento da circulação de dinheiro no comércio, crescimento da construção civil e avanço de grandes empreendimentos ligados à celulose, logística e agronegócio.

O Centro-Oeste, aliás, vem se consolidando como uma das regiões mais aquecidas do mercado de trabalho brasileiro. Em 2025, a taxa de desemprego regional caiu para 3,9%, abaixo da média nacional, enquanto Mato Grosso do Sul e Mato Grosso registraram índices próximos do pleno emprego, com apenas 2,4% de desocupação.

Esse movimento ajudou a puxar a renda para cima. No quarto trimestre de 2025, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores sul-mato-grossenses chegou a R$ 3.581, segundo dados da PNAD Contínua analisados pela Semadesc.

O avanço da renda ocorre em meio a um ciclo econômico favorável para Mato Grosso do Sul. O Estado vive uma onda de investimentos privados, principalmente na cadeia da celulose, além do fortalecimento do agronegócio, aumento das exportações e expansão do setor de serviços.

Os números divulgados pelo IBGE também mostram como o mapa econômico brasileiro vem mudando. Tradicionalmente concentrada no Sudeste e Sul, a renda começa a ganhar força em estados impulsionados por commodities, agroindústria e novos polos industriais — cenário em que Mato Grosso do Sul aparece cada vez mais inserido.

No ranking nacional, apenas Distrito Federal, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Paraná ficaram à frente de Mato Grosso do Sul. Entre os estados do Centro-Oeste, os sul-mato-grossenses lideraram a renda per capita regional, superando Goiás e Mato Grosso.

Apesar do avanço, especialistas alertam que o aumento da renda não significa necessariamente conforto financeiro para todas as famílias. O custo de vida mais elevado, despesas básicas e o endividamento ainda pressionam grande parte da população.

Mesmo assim, os dados de 2025 reforçam uma mudança importante no perfil econômico de Mato Grosso do Sul: o Estado deixou de ser apenas um corredor do agronegócio e passou a ocupar posição de destaque entre as economias com maior geração de renda do país.

Fonte: Campo Grande News

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