A nova rota logística deve ampliar a competitividade das empresas instaladas no Estado, reduzindo custos de transporte e criando alternativas mais rápidas para exportações
O avanço das obras da ponte internacional sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho, representa um marco para a consolidação da Rota Bioceânica e abre novas perspectivas econômicas para municípios estratégicos da Costa Leste de Mato Grosso do Sul, como Três Lagoas e Bataguassu, polos industriais ligados principalmente ao setor de celulose e exportação.
A avaliação foi reforçada pelo ex-secretário de Estado Jaime Verruck, que destacou em publicação nas redes sociais que o projeto entra em sua fase final de execução, simbolizando a integração logística entre Brasil e Paraguai e a criação de um novo corredor de exportação rumo ao Oceano Pacífico.
Segundo Verruck, o vão central da ponte internacional já registra apenas 29,60 metros de distância para o fechamento completo da estrutura. O encerramento do trecho, conhecido tecnicamente como “beijo das aduelas”, está previsto para o dia 31 de maio.
ESTRUTURA ESTRATÉGICA PARA O COMÉRCIO INTERNACIONAL
Financiada pela Itaipu Binacional com investimento de US$ 100 milhões, a ponte é considerada uma das obras mais importantes da infraestrutura sul-americana nos últimos anos. O projeto reúne tecnologia internacional, com utilização de materiais e cabos de sustentação vindos de países como Itália, Espanha e Taiwan.
A execução está sob responsabilidade do consórcio PYBRA, com gestão do engenheiro René Gomez e fiscalização do Ministério de Obras Públicas e Comunicação do Paraguai.
Mais do que uma ligação física entre os dois países, a estrutura é vista como peça central da Rota Bioceânica, corredor logístico que vai conectar o Brasil aos portos do Chile, reduzindo distâncias e custos para exportações ao mercado asiático.
REFLEXOS DIRETOS PARA TRÊS LAGOAS E BATAGUASSU

Embora a ponte esteja localizada em Porto Murtinho, os impactos econômicos devem alcançar diretamente municípios da Costa Leste sul-mato-grossense, especialmente Três Lagoas e Bataguassu, cidades inseridas em importantes corredores rodoviários ligados à rota internacional.
Bataguassu possui ligação estratégica pela BR-267, eixo que conecta Mato Grosso do Sul ao estado de São Paulo por meio da cidade de Presidente Epitácio. Já Três Lagoas se integra à BR-262, com acesso ao território paulista através do município de Castilho.

A posição geográfica dessas cidades fortalece o potencial logístico da região para o escoamento de produtos industriais e agrícolas rumo ao corredor bioceânico.
POLO DA CELULOSE GANHA COMPETITIVIDADE
Outro fator apontado como estratégico é a forte presença da indústria de celulose na região. Três Lagoas consolidou-se como um dos maiores polos mundiais do setor, enquanto Bataguassu também avança na cadeia florestal e industrial.
A nova rota logística deve ampliar a competitividade das empresas instaladas no Estado, reduzindo custos de transporte e criando alternativas mais rápidas para exportações destinadas aos mercados internacionais.

Além da força industrial, Bataguassu também passa a ocupar posição relevante dentro da política de exportação com a implantação da ZPE, a Zona de Processamento de Exportação, considerada um diferencial para atração de novos investimentos e incremento das operações ligadas à Rota Bioceânica.
INTEGRAÇÃO REGIONAL E DESENVOLVIMENTO
Na publicação, Jaime Verruck ressaltou que a obra simboliza “o fortalecimento do mercado comum regional e a abertura de novas rotas para o Pacífico”.
A expectativa é que a consolidação da Rota Bioceânica transforme Mato Grosso do Sul em um dos principais corredores logísticos da América do Sul, ampliando oportunidades para o setor industrial, agronegócio, comércio exterior e geração de empregos em diferentes regiões do Estado.





