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terça-feira, 12 de maio de 2026

Novos perfis profissionais: crescimento da indústria florestal muda formação profissional em MS

A expansão do setor também aumentou a busca por cursos técnicos. O Senai MS passou a ampliar a oferta de formações ligadas à cadeia da celulose, principalmente nas áreas de operação industrial, florestas e química

O crescimento da indústria de celulose em Mato Grosso do Sul começa a transformar também o setor educacional no Estado. Universidades públicas, instituições técnicas e empresas da cadeia florestal passaram a investir na formação de profissionais voltados especificamente para o setor, que vive expansão acelerada em cidades como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Água Clara, e agora em Bataguassu e Inocência.

A movimentação acompanha o avanço dos investimentos bilionários anunciados nos últimos anos por empresas como Suzano e Eldorado Brasil, responsáveis por ampliar a demanda por trabalhadores qualificados nas áreas de silvicultura, operação industrial, logística e manejo florestal.

CURSOS SUPERIORES VOLTADOS AO SETOR FLORESTAL

Um dos principais exemplos é o curso de Tecnologia em Silvicultura da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), criado para atender à demanda da cadeia florestal no Estado.

O curso é oferecido em Água Clara e também ganhou uma turma em Ribas do Rio Pardo. A formação inclui disciplinas como tecnologia de celulose, silvicultura clonal, geoprocessamento, manejo de florestas plantadas, mecanização e colheita florestal.

Novos perfis profissionais: crescimento da indústria florestal muda formação profissional em MS

Segundo informações divulgadas pela UEMS, a criação da graduação ocorreu após estudos apontarem o crescimento da atividade florestal na região leste do Estado, especialmente no eixo entre Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo.

A Suzano investiu cerca de R$ 1,4 milhão na implantação do curso em parceria com a universidade.

PROCURA POR QUALIFICAÇÃO

A expansão do setor também aumentou a busca por cursos técnicos. O Senai MS passou a ampliar a oferta de formações ligadas à cadeia da celulose, principalmente nas áreas de operação industrial, florestas e química.

Dados divulgados pela instituição apontam que cerca de 100 profissionais por ano são formados para atender o setor de celulose em Mato Grosso do Sul. O segmento já reúne mais de 22 mil empregos diretos no Estado.

Entre os cursos mais procurados estão Técnico em Celulose, Técnico em Florestas e Técnico em Química.

FORMAÇÃO COM ENCAMINHAMENTO PARA EMPREGO

Outra iniciativa criada para atender a demanda do setor foi o programa Escola Florestal, desenvolvido em parceria entre Senai, MS Florestal e Suzano.

A primeira turma formou operadores de máquinas agrícolas voltados ao segmento florestal. Segundo o Senai, os alunos concluíram o curso já com cartas-proposta de emprego.

EXPANSÃO DA CELULOSE EM MS

Mato Grosso do Sul se consolidou nos últimos anos como um dos principais polos de produção de celulose do país. O crescimento das áreas de eucalipto e a instalação de novas fábricas fizeram o Estado ganhar o apelido de “Vale da Celulose”.

O avanço da cadeia florestal provocou mudanças na economia de cidades do interior, com aumento da geração de empregos, crescimento do setor de serviços e expansão da demanda por qualificação profissional.

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) também destaca o aumento da importância das áreas ligadas à Engenharia Florestal diante da expansão das florestas plantadas no Estado.

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