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sábado, 16 de maio de 2026

SUS vai oferecer 23 remédios de alto custo para tratamento de câncer

Governo federal prevê investimento de R$ 2,2 bilhões para ampliar a oferta de medicamentos oncológicos

O Ministério da Saúde anunciou na última sexta-feira (15) a ampliação da oferta de medicamentos de alto custo para tratamento de câncer no SUS (Sistema Único de Saúde), com investimento de R$ 2,2 bilhões. A medida inclui 23 remédios voltados a 18 tipos da doença e foi apresentada pelo ministro Alexandre Padilha durante evento no Hospital de Amor, em Barretos (SP). Segundo a pasta, a iniciativa deve beneficiar cerca de 112 mil pacientes em todo o País.

Os novos medicamentos serão usados em tratamentos contra câncer de pulmão, mama, próstata, ovário, rim, estômago e melanoma avançado, além de leucemias, linfomas e tumores neuroendócrinos. O ministério informou que parte das terapias disponíveis na rede pública estava defasada.

De acordo com o governo federal, a ampliação representa aumento de 35% na oferta de medicamentos oncológicos no SUS. A implementação da medida, porém, ainda depende da adesão de estados e municípios.

Entre os remédios incorporados estão Abemaciclibe, para câncer de mama; Abiraterona, para câncer de próstata; Durvalumabe, Erlotinibe e Gefitinibe, usados em casos de câncer de pulmão; além de Pembrolizumabe e Nivolumabe, indicados para melanoma avançado.

O Ministério da Saúde informou que 10 medicamentos serão comprados diretamente pela União. Os demais terão aquisição feita por hospitais e centros habilitados, com financiamento federal por meio da Apac (Autorização de Procedimento Ambulatorial) e Ata de Negociação Nacional.

Durante o anúncio, o governo também confirmou investimento de R$ 50 milhões para criar uma tabela específica de financiamento de cirurgias robóticas oncológicas no SUS. Segundo Alexandre Padilha, nove robôs devem entrar em operação ainda neste ano em hospitais da rede pública.

A nova tabela inclui ainda procedimentos de reconstrução mamária para pacientes com mutilação parcial ou total das mamas. O investimento anual previsto para essa área é de R$ 27,4 milhões.

Outra medida anunciada pelo ministério prevê a compra de 80 aceleradores lineares para serviços de radioterapia no País. O governo federal também lançou a Rede Saúde Brasil, estrutura de banda larga voltada à realização de telecirurgias no SUS.

(*) Campo Grande News

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