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terça-feira, 2 de junho de 2026

China reconhece Brasil livre de aftosa e abre nova vitrine para carne de MS

Decisão anunciada após mais de 20 anos de negociação pode ampliar venda de produtos bovinos e suínos

A China reconheceu todo o território brasileiro como livre de febre aftosa, decisão que abre uma nova janela para a pecuária de Mato Grosso do Sul. O anúncio foi feito nesta terça-feira (2), após mais de 20 anos de negociação entre os dois países.

O aval chinês reforça a confiança sanitária sobre a carne brasileira e pode ampliar o acesso de produtos bovinos e suínos ao maior mercado consumidor da Ásia, incluindo itens com maior restrição comercial, como miúdos e carne com osso.

Mato Grosso do Sul tem rebanho superior a 18 milhões de cabeças e a carne bovina está entre os produtos mais importantes da pauta de exportação. Em 2024, o Estado exportou cerca de US$ 1,278 bilhão em carne bovina. Só no primeiro quadrimestre de 2025, o valor já passava de US$ 510 milhões, segundo dados do governo estadual.

O Brasil já havia recebido, em 2025, a certificação da OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal) como país livre de febre aftosa sem vacinação, mas faltava o reconhecimento de mercados estratégicos como a China.

O presidente do Sindicato Rural de Dourados, Gino Ferreira, afirmou que o reconhecimento chinês é resultado da dedicação do produtor rural, que se conscientizou de que precisava fazer todos os esforços necessários para tornar o país livre da febre aftosa. Ele ressaltou também o trabalho dos representantes do setor, principalmente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária).

“Dias melhores virão principalmente aqui para Mato Grosso do Sul, que é um dos maiores produtores de carne do Brasil”, disse Gino Ferreira, destacando que o reconhecimento terá efeitos rápidos e práticos no aspecto econômico para os produtores.

O avanço sanitário ocorre em meio à disputa por espaço no mercado chinês. O Brasil é um dos maiores fornecedores de carne bovina para o país asiático, mas enfrenta barreiras, cotas e concorrência de outros exportadores. A certificação reforça a posição brasileira no diálogo comercial e pode abrir novos nichos de mercado.

Fonte: Campo Grande News

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