19.8 C
Três Lagoas
terça-feira, 16 de junho de 2026

Parque Tecnológico da Indústria completa um ano com mais de R$ 53 milhões gerados para inovação

Resultados do primeiro ano evidenciam a capacidade do ecossistema em acelerar negócios, atrair investimentos e impulsionar tecnologias para a indústria

Parque Tecnológico da Indústria celebra seu primeiro ano de atuação com resultados que reforçam seu papel como um dos principais ambientes de inovação voltados ao desenvolvimento industrial no Paraná. Ao longo dos últimos 12 meses, o ecossistema promoveu mais de 300 iniciativas entre eventos, programas, ações e atividades voltadas à conexão entre empresas, startups, indústrias, universidades e centros de pesquisa, impactando diretamente mais de 7.900 pessoas.

O período também foi marcado por uma expansão significativa da comunidade instalada no Parque. O número de empresas cresceu mais de 50%, com a chegada de mais de 40 novos negócios. Atualmente, o ecossistema reúne 68 empresas e 6 parceiros estratégicos, totalizando 74 organizações que atuam em diferentes áreas da tecnologia e inovação, fortalecendo a geração de oportunidades, parcerias e novos projetos para a indústria.

Outro indicador que chama atenção é o grau de internacionalização das empresas presentes no Parque Tecnológico da Indústria. Entre as startups presentes no ecossistema, 15% já atuam no mercado internacional, índice 15 vezes superior à média nacional, demonstrando a capacidade do ambiente em impulsionar negócios com potencial global.

Recursos captados

Os resultados também refletem a capacidade do ecossistema em gerar valor para empresas e projetos inovadores. Ao longo do último ano, foram viabilizados mais de R$ 53 milhões em recursos captados para empresas e projetos inovadores. Desse montante, mais de R$ 10 milhões foram captados por startups apoiadas pelo Parque, sendo mais de R$ 6,5 milhões provenientes da Lei de Informática. Além disso, foram recuperados R$ 3,8 milhões por meio de incentivos fiscais.

O desempenho reforça a atuação estratégica do Parque no acesso a mecanismos de fomento e crescimento de negócios inovadores. Desde 2019, a aceleradora do ecossistema é habilitada a desenvolver projetos por meio da Lei de Informática e, por dois anos consecutivos, foi a aceleradora brasileira que mais captou recursos para startups por esse instrumento, acumulando mais de R$ 45 milhões desde sua habilitação.

Soluções reais

Para Priscila Cardozo de Oliveira, CEO e fundadora da Hello Sales, acompanhar o dia a dia do ecossistema permite observar de perto o impacto gerado pela colaboração entre os diferentes atores presentes no ambiente. “Tenho o privilégio de estar diariamente dentro do ecossistema do Parque Tecnológico da Indústria e posso dizer que uma das coisas mais inspiradoras que já vivi profissionalmente é acompanhar a transformação de ideias em soluções reais. Todos os dias vemos empreendedores chegarem com um sonho, uma visão ou até mesmo uma simples ideia, e encontrarem aqui o ambiente necessário para transformar isso em inovação, negócios e impacto. O que torna esse ecossistema tão especial é a conexão entre empresas, startups, indústrias, universidades, centros de pesquisa e agentes de fomento. Essa proximidade reduz barreiras, acelera aprendizados e cria oportunidades que dificilmente aconteceriam de forma isolada”, afirma.

Segundo ela, o ambiente tem sido fundamental para apoiar empresas na validação de tecnologias, no acesso a conhecimento especializado e na criação de novos negócios. “Mais do que infraestrutura ou tecnologia, o Parque Tecnológico da Indústria ajuda a transformar potencial em resultado. É gratificante ver empresários realizando sonhos, gerando empregos, criando inovação e construindo negócios que fazem a diferença”, completa.

A presença de grandes empresas no ecossistema também reforça a capacidade do Parque Tecnológico da Indústria de aproximar desafios industriais de soluções inovadoras, criando um ambiente favorável à colaboração e ao desenvolvimento tecnológico.

Para Diego Doin Hoepfner, da CNH, a participação da empresa no ecossistema tem ampliado as oportunidades de conexão com diferentes atores da inovação. “A presença da CNH no ecossistema do Parque Tecnológico da Indústria tem sido um importante catalisador para a aproximação entre grandes indústrias e soluções inovadoras, ao inserir a empresa em um ambiente estruturado de inovação aberta, colaboração e codesenvolvimento tecnológico. Por meio da atuação no Habitat Senai, a CNH passa a ter acesso direto a uma rede integrada de institutos de pesquisa, startups, universidades e outras corporações, promovendo conexões estratégicas, benchmarking e geração de parcerias que aceleram o desenvolvimento de tecnologias aplicadas”.

Segundo ele, o ecossistema também viabiliza a realização de projetos de pesquisa e desenvolvimento em conjunto, o acesso a mecanismos de fomento, a utilização de laboratórios avançados e a interação com novas competências técnicas, fortalecendo a capacidade da indústria de transformar desafios reais em soluções inovadoras com maior agilidade e menor risco.

A força desse modelo colaborativo também é destacada por empresas de base tecnológica que atuam em setores estratégicos para a indústria. É o caso da Protium Dynamics, empresa especializada no desenvolvimento de tecnologias e aplicações de hidrogênio.

Para o CEO da empresa, Igor Zornitta Zanella, o ambiente favorece a aproximação entre empresas, centros de pesquisa, universidades e indústria, permitindo que soluções inovadoras sejam desenvolvidas de forma colaborativa e alinhadas às necessidades do mercado. “Para uma empresa deep tech como a Protium, estar inserida nesse ecossistema amplia o acesso a competências técnicas, infraestrutura de inovação, oportunidades de projetos cooperativos e conexões com potenciais clientes e parceiros. Isso reduz barreiras para o desenvolvimento tecnológico e acelera a transformação de pesquisa em soluções aplicáveis para setores como mobilidade pesada, logística e indústria”, destaca.

Zanella ressalta ainda que ambientes colaborativos são fundamentais para o avanço de tecnologias disruptivas. “Um ecossistema colaborativo representa a possibilidade de inovar com mais velocidade, menor risco e maior potencial de impacto. Tecnologias disruptivas normalmente exigem conhecimento multidisciplinar, processos de validação rigorosos e interação constante com usuários e parceiros estratégicos”, afirma.

Para Fabiano Scheer Hainosz, gerente sênior de Tecnologia e Inovação do Senai Paraná, os resultados alcançados no primeiro ano demonstram a relevância do Parque como instrumento de fortalecimento da competitividade industrial e da inovação no estado. “Completar um ano nesta nova fase do Parque Tecnológico da Indústria é celebrar muito mais do que números. Os resultados alcançados demonstram a força de um ecossistema que conecta indústria, startups, empresas de base tecnológica, pesquisadores e investidores em torno da inovação. Nosso compromisso é continuar criando as condições para que novas tecnologias sejam desenvolvidas, escaladas e transformadas em oportunidades de negócio, aumentando a competitividade das empresas paranaenses e ampliando sua presença nos mercados nacional e internacional”, destaca.

Ao completar seu primeiro ano, o Parque Tecnológico da Indústria consolida sua atuação como um ambiente capaz de conectar conhecimento, tecnologia e mercado, fortalecendo o desenvolvimento de soluções inovadoras e contribuindo para o crescimento sustentável da indústria brasileira.

Leia também

Últimas

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.