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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Labirinto da Alfabetização pode ser visitado na Esplanada dos Ministérios

07/09/2003 17h56 – Atualizado em 07/09/2003 17h56

Brasília – Sensibilizar a população para o drama de 20 milhões de pessoas analfabetas; provocar o debate sobre um dos maiores problemas sociais brasileiros e mobilizar a sociedade contra o analfabetismo. Estes são os objetivos do estande Labirinto da Alfabetização, que estará montado na Praça dos Três Poderes em Brasília, a partir de segunda-feira (8), Dia Internacional da Alfabetização. As visitas poderão ser feitas até o dia 14, sempre de 10 às 18 horas, com entrada franca.

O Labirinto, que esteve na XI Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro e na 54ª reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Recife, mostra aos visitantes o drama do analfabetismo no Brasil e sugere a participação de todos nos programas de alfabetização do Ministério da Educação.

Mais de 20 mil pessoas já se emocionaram com o passeio pelo Labirinto. A idéia é mostrar a realidade de quem não sabe ler nem escrever. Expectativa, curiosidade, reflexão, vergonha, indignação são alguns dos sentimentos experimentados pelos visitantes. “Tive medo. Muito medo”, disse Larissa, estudante da primeira série de um colégio carioca. “A escuridão lá dentro me apavorou. Pensei que não fosse conseguir sair”, conta. Mesmo conhecendo várias pessoas não-alfabetizadas, só agora ela entendeu a sensação de ver o mundo sem poder compreendê-lo.

Quem visita o Labirinto encontra um local escuro, que ocupa uma área de cerca de 120 metros, onde, ao entrar, cada um tem uma reação diferente, seja alfabetizado ou não, independentemente da idade. A opinião da publicitária Valéria Coelho, de 39 anos, mudou muito depois que ela visitou o estande do Labirinto, na Bienal do Livro, no Rio. “A visita me fez rever minha impressão de que o mundo é igual para todos. Não é. O analfabeto enfrenta dificuldades enormes e o MEC tem uma missão muito importante pela frente”, relata.

A idéia do Labirinto partiu do próprio ministro Cristóvam Buarque, em cima de relatos de pessoas que deixaram de ser analfabetas. A partir daí, Abel Gomes, um dos mais importantes cenógrafos da atualidade, criou o estande de forma interativa que conquistou, em abril, o prêmio Alfredo Machado, no Rio de Janeiro.

Fonte: Radio Brás

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