05/08/2003 10h43 – Atualizado em 05/08/2003 10h43
Os altos custos de produção que fizeram com que os suinocultores de Mato Grosso do Sul e do País trabalhassem no vermelho por praticamente um ano levaram à redução drástica de matrizes e quem deve pagar essa conta é o consumidor, que em breve terá de desembolsar muito mais para comer carne de porco.
O presidente da Coasgo (Cooperativa de Suinocultores de São Gabriel do Oeste ), Balduíno Mafissoni, afirma que em São Gabriel do Oeste, o maior produtor de suínos de Mato Grosso do Sul a quantidade de matrizes diminuiu drasticamente, em 46%, de 7,5 mil para em torno de 4 mil. Descapitalizados, os antigos criadores não têm perspectivas de retomar a atividade e a dependência da vinda de suínos de outros Estados, que já era de 50%. Como no Paraná, o principal produtor, também reduziu a quantidade de matrizes a previsão é que o consumidor sinta uma diferença sensível no preço do produto. “E torno de 70% dos produtores não têm capital de giro, o banco tem financiamento para 120 dias mas com a taxa de juro o produtor morre na praia”, diz Mafissoni.
Com o aumento do custo de insumos para ração, como o milho, por exemplo, o prejuízo por quilo varia de R$ 0,20 a R$ 0,30 e começa a ser amenizado com a reação lenta mas progressiva do preço. Há duas semanas o preço pago ao produtor pelo quilo já subiu de R$ 1,30 a R$ 143, com viés de alta.
Ao consumidor os preços são altos, variam de R$ 4,00 a R$ 6,00 por quilo, o que na opinião de Mafissoni, exige a necessidade de intervenção do governo. “Pagam R$ 8,00 pelo salame e no supermercado o preço vira R$ 16,00. É um desafio ao consumidor e quem gera essa situação toda é o atravessador”, diz.
Fonte: Campo Grande News




