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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Viva-voz da Bovespa fecha em baixa de 3%. Dólar a R$ 3,02

01/08/2003 16h04 – Atualizado em 01/08/2003 16h04

SÃO PAULO – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acelerou o ritmo de desvalorização dos papéis e encerrou o pregão viva-voz contabilizando queda de 3,05%, com o Índice Bovespa em 13.157 pontos. No mercado de câmbio, os investidores estão se antecipando a uma possível deterioração do cenário econômico no fim do ano e, com isso, exercem forte pressão sobre o dólar. A moeda americana sobe 2,05%, cotada a R$ 3,027 na compra e R$ 3,030 na venda. Os títulos da dívida externa despencam e o risco-país brasileiro avança 7,73%, situando-se em 850 pontos-base.

JUROS FUTUROS – As projeções dos juros negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam em alta nesta sexta-feira, acompanhando o mau humor generalizado do mercado financeiro. O Depósito Interfinanceiro (DI) de abril de 2004, o mais negociado, ficou em 21,79% ao ano, contra 21,52% do fechamento da véspera.

Os vencimentos mais curtos também subiram, mas sem comprometer as apostas em nova queda dos juros básicos da economia. O DI de setembro, que projeta os juros deste mês, fechou em 23,85% anuais, contra os 23,81% anteriores.

BOLSA – A bolsa paulista operou em baixa desde os primeiros minutos de negociação e vem aumentando o ritmo gradativamente. Como ainda acumula ganhos significativos no ano, o mercado acionário é alvo de realização de lucros, com os investidores migrando para aplicações mais conservadoras.

Telemar PN, ação mais negociada da bolsa, cai 3,04% e responde sozinha por 15% do volume de negócios. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores quedas são de Tractebel ON (-8,2%) e Embratel Participações ON (-6,4%). Já as maiores altas são de Aracruz PNB (+1,9%) e Vale do Rio Doce ON (+1,5%).

CÂMBIO – Operadores afirmam que é significativo o número de investidores que estão zerando posições vendidas, à espera de momentos mais difíceis no médio prazo. Os potenciais vendedores de dólares, por sua vez, se retraem. O fluxo cambial ficou levemente positivo pela manhã, graças à ação dos exportadores que aproveitaram a boa oportunidade de vender seus recursos. Agora à tarde, esse movimento diminuiu, embora a demanda por dólares se mantenha acesa.

  • Meus clientes exportadores resolveram fazer uma parada técnica, porque estão apostando numa alta ainda maior do dólar nos próximos dias – disse o chefe da mesa de câmbio de um banco dealer de atuação moderada no mercado.

São vários os pretextos para a puxada do dólar nos últimos dias. O mau humor do mercado internacional exerce grande influência, já que os investidores estrangeiros estão fugindo de ativos de países emergentes para aplicar seus recursos em economias consideradas mais sólidas. Os juros dos títulos do Tesouro americano continuam a subir e document.write Chr(39)document.write Chr(39)roubamdocument.write Chr(39)document.write Chr(39) investidores do C-Bond e outros títulos brasileiros. Outros agentes vendem C-Bonds para comprar dólares, aproveitando a trajetória ascendente da moeda americana.

O cenário interno também gera especulações, embora não justifique sozinho a brusca mudança de patamar do dólar. As dificuldades do governo no avanço nas reformas levaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a adiar a viagem à África que faria na próxima semana, para acompanhar de perto as discussões no Congresso. Discussões com servidores, juízes e movimentos sociais estão no rol das preocupações dos investidores.

  • O mercado espera um aumento das importações nos próximos meses, por conta do fim de ano. As captações externas devem perder fôlego, assim como os investimentos diretos. O mercado está enxergando um momento mais difícil e opta por se antecipar. É sem dúvida um movimento perigoso, porque pode tomar uma proporção exagerada – disse outro profissional de câmbio.

document.write Chr(39)BLACKdocument.write Chr(39) – O dólar paralelo negociado em São Paulo fechou em alta de 1%, cotado a R$ 2,90 na compra e R$ 3,03 na venda. No Rio, o document.write Chr(39)document.write Chr(39)blackdocument.write Chr(39)document.write Chr(39) terminou o dia valendo 1,35% mais, a R$ 2,88 na compra e R$ 3,00 na venda. O dólar turismo de São Paulo subiu 1,64%, a R$ 2,93 e R$ 3,09 na compra e venda, respectivamente.

Fonte: Globo News

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