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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Em dia de expectativa, dólar e Bovespa abrem estáveis

22/07/2003 09h22 – Atualizado em 22/07/2003 09h22

O dólar comercial abriu estável, cotado a R$ 2,869 na compra e R$ 2,879 na venda. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para liquidação em 1º de agosto está em R$ 2,89, com recuo de 0,24%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também iniciou o pregão estável, com o Índice Bovespa em 13.675 pontos. O volume financeiro na abertura foi de R$ 4 mil. Na BM&F, o Ibovespa com vencimento em agosto está em 13.880 pontos, com avanço de 0,36%.

Os investidores operam em clima de expectativa nesta terça-feira, dia em que começa a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado acionário espera uma queda mais significativa na taxa, que teoricamente o beneficia. Segundo analistas, os investidores já precificaram um corte de 1,5 ponto na taxa Selic, hoje de 26% ao ano. Isso significa que as reações devem ser pequenas se essa queda se confirmar.

O desaquecimento econômico é a principal justificativa para a defesa de uma queda entre 1,5 e 2 pontos percentuais na taxa. Isso porque juros mais baixos, teoricamente, significam o barateamento do crédito a empresas e ao consumidor. Essa maior facilidade de obtenção de empréstimos estimula o crescimento econômico e a geração de empregos.

O governo também sai beneficiado pela queda dos juros, porque passa a pagar remuneração menor por seus títulos. Um corte de 1,5 ponto na Selic significa uma queda aproximadamente R$ 6 bilhões nos custos do governo com juros sobre títulos pós-fixados.

Nos negócios na BM&F, as taxas de juros já estão ajustadas a uma queda de 1,5 ponto na Selic. O Depósito Interfinanceiro (DI) de agosto, que projeta os juros de julho, fechou ontem em 24,43% ao ano. As apostas são reforçadas pelos índices de preços, que há semanas já apontam deflação. Ontem foi a vez do IGP-M mostrar queda de 0,35% dos preços na segunda prévia deste mês.

Apesar da previsão de negócios reduzidos no mercado de câmbio, o dólar tende a oscilar de acordo com o fluxo cambial. A expectativa é de que os ingressos de recursos externos continuem a chegar ao país, inibindo pressões significativas sobre a moeda americana. Os vencimentos da dívida pública cambial também não deverão incentivar a alta da moeda, visto que são bem menores.

O Banco Central (BC) deve iniciar a qualquer momento a rolagem de uma dívida de aproximadamente US$ 500 milhões que vence no dia 1º. A quantia é muito menor que os US$ 2,7 bilhões que venceram na semana passada, dos quais o BC rolou apenas 52%.

Fonte: Globo News

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