22/07/2003 14h24 – Atualizado em 22/07/2003 14h24
SÃO PAULO – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mantém a tendência de alta nos negócios desta tarde, apesar do baixo volume financeiro. Às 14h24m, o Índice Bovespa tinha 13.841 pontos, com alta de 1,21%. Os negócios com ações movimentaram até agora R$ 254 milhões na bolsa paulista. O dólar comercial continua a oscilar perto da estabilidade e registra avanço de 0,03%, cotado a R$ 2,878 na compra e R$ 2,880 na venda.
As atenções de investidores e analistas estão concentradas na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne hoje e amanhã para decidir sobre os juros básicos da economia. A taxa Selic, hoje em 26% ao ano e que deve cair amanhã. Os analistas estimam que o corte entre um e dois pontos percentuais, tendo como justificativa a necessidade de incentivar o aquecimento da economia.
As apostas do mercado são reforçadas pelos índices de preços, que mostram deflação. Ontem o IGP-M mostrou deflação de 0,35% na segunda prévia de julho. O IPC-S registrou baixa de 0,06%. Além disso, indicadores de atividade econômica, como produção industrial e desemprego, sugerem o barateamento do custo do dinheiro.
JUROS – No mercado de juros, as taxas se ajustam para baixo, se antecipando à queda da Selic. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o Depósito Interfinanceiro (DI) de agosto, que projeta os juros de julho, está em 24,33% ao ano, com recuo de 0,10 ponto percentual no dia.
Na Bovespa, as maiores altas do Índice Bovespa são de Comgás PNA (+3,4%) e Siderúrgica Tubarão PN (+3%). Já as quedas mais significativas são de Klabin PN (-1,7%) e Embraer ON (-1,2%). Telemar PN, ação mais negociada da bolsa, sobe 1,73%.
MANHÃ – O dólar à vista alternou tendências e fechou a manhã praticamente estável (alta de 0,03%), cotado a R$ 2,877 na compra e R$ 2,880 na venda. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a primeira parte do pregão viva-voz contabilizando alta de 1,10%, com R$ 205,8 milhões em negócios.
Apesar do baixo volume de negócios, o mercado de câmbio não espera pressão significativa sobre o dólar. As previsões ainda são de ingresso de recursos vindos das captações externas, que atendem a demanda mantendo as cotações bem comportadas. O vencimento de dívidas públicas cambiais também não deve
provocar sobressaltos no mercado, já que os vencimentos são bem menores em agosto.
No dia 1º vence uma dívida de US$ 502 milhões, que não trará impacto às cotações se for renovada em percentuais mínimos. Na semana passada, nem a sobra de US$ 1,3 bilhão de uma dívida parcialmente renegociada impediu a baixa do dólar no período.
Fonte: Globo News




