10/07/2003 10h11 – Atualizado em 10/07/2003 10h11
O dólar comercial operava às 10h31m na máxima do dia, com alta de 1,01% sobre o fechamento de ontem. A moeda americana era cotada a R$ 2,887 na compra e R$ 2,892 na venda. De acordo com um operador, já prevendo uma rolagem inferior à dívida que vence no próximo dia 17, de US$ 2,7 bilhões em swap cambial, alguns investidores se adiantam na compra da moeda. O volume negociado nesta manhã, no entanto, não é muito grande e as operações ganham dimensão superior.
O BC oferta hoje 33.600 contratos com sete vencimentos diferentes. O vencimento é considerado um dos mais concentrados do ano. As propostas têm de ser enviadas ao BC das 12h às 13h. O resultado sai a partir das 14h30m. Se o BC conseguir leiloar tudo o que estará oferecendo (US$ 1,55 bilhão), o que é bastante improvável, a rolagem atingirá 57,4% da dívida.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu praticamente estável, com ligeira alta de 0,02%. O Ibovespa marcava 13.622 pontos e volume financeiro de R$ 16 mil. Nos minutos seguintes, no entanto, já apontava queda de 0,16%, com 13.596 pontos. Para agosto, a previsão era de redução de 1,36% no Ibovespa, para 13.700 pontos.
O principal indicador que mede a percepção de risco Brasil apresenta tendência de melhora, informou o Valor Online. De acordo com dados do J.P. Morgan, por volta das 10h30m o Embi+ do país estava em 799 pontos, com queda de 1,24% ante os 809 pontos do fechamento de ontem. No mercado de títulos da dívida externa, o C-Bond mantém a trajetória de apreciação dos últimos dois dias e sobe 0,57%, negociado a 88,28% de seu valor de face.
Ontem foi feriado em São Paulo e a reação sobre a deflação de dois importantes índices de preços deverá ser repercutida nesta quinta-feira. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve deflação de 0,15% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho, a primeira desde novembro de 1998, quando o índice caiu 0,12%. Em maio, o IPCA havia subido 0,61%.
Já o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) de junho registrou deflação de 0,70%, ante recuo de 0,67% em maio. Foi a maior deflação desde setembro de 1995. O índice, que mostra a variação do preço no atacado, varejo e construção civil, é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A queda da inflação, segundo o mercado, já justifica a redução da taxa básica de juro, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC) nos dias 22 e 23 de julho. A aposta é de uma queda de até 1,5 ponto percentual. Nos seis primeiros meses de governo petista, a taxa de juro, que está em 26% ao ano, foi reduzida apenas uma vez, em meio ponto percentual.
A desaceleração da inflação e a expectativa de queda da taxa básica de juro já haviam animado os investidores da Bovespa no pregão de terça-feira. A bolsa fechou em alta de 1,62%, com o Ibovespa em 13.618 pontos e volume financeiro de R$ 700,1 milhões.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o Depósito Interfinanceiro (DI) de agosto fechou a terça-feira em queda de 0,23%, para 25,14% ao ano. Para setembro, o DI apresentava redução de 0,57% (24,38% ao ano) e para outubro diminuição de R$ 0,50% (23,63% ao ano). Para janeiro do ano que vem, a queda era de 0,98%, para 22,13% ao ano.
Os investidores vão estar nestes próximos dias de olho nos resultados dos balanços das empresas americanas e no desempenho das bolsas internacionais. No mercado doméstico, foi divulgado nesta quinta-feira o balanço financeiro da Aracruz. O andamento das reformas estruturais também é um ponto de preocupação. Para evitar dissidências nas bancadas aliadas e garantir a aprovação da reforma da Previdência dentro do calendário previsto, o governo decidiu fazer concessões e alterar a proposta original. A proposta que agora está sendo negociada também com os partidos de oposição prevê o pagamento integral das aposentadorias no serviço público.
O mercado também presta atenção à possibilidade de criação uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia, que deve ser instalada em meados de agosto. O requerimento para a instalação da CPI já foi entregue à Câmara, mas terá de obedecer a uma fila, já que apenas quatro comissões podem funcionar ao mesmo tempo. A maior queixa contra as empresas é a forma de reajuste das tarifas e a CPI pretende analisar os contratos.



