09/07/2003 14h54 – Atualizado em 09/07/2003 14h54
O presidente do Senado, José Sarney, defendeu nesta quarta-feira (9) a construção de ferrovias que ajudem a escoar as riquezas do país. Após deixar a reunião do bloco de apoio ao governo com os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, e do Turismo, Walfrido Mares Guia, ele disse que o modelo rodoviário de escoamento de produção está “falido e esgotado”.
- O crescimento da agricultura está ligado ao transporte. Sem vias de transporte não teremos escoamento da safra, o que significa prejuízo e perda da produção. Isso desestimula a atividade agrícola. Com as rodovias que temos é impossível se falar em aumento de produção agrícola significativa. É o momento de invertermos esse modelo e colocarmos como centro as ferrovias, que no mundo todo estão renascendo e constituem a base do transporte pesado – afirmou.
O senador defendeu a aceleração da construção da Ferrovia Norte-Sul, que, na sua avaliação, atualmente “caminha em passos lentos e sem perspectiva de prazos para ser concluída”. A ferrovia já atravessou o Maranhão e hoje alcança o norte do Tocantins.
- Mas não tenho dúvida que um dia a Norte-Sul será concluída e mudará a face do país. Se já tivesse sido construída, o Brasil hoje seria outro. Há 90 milhões de hectares para cultivar no Centro-Oeste, e a ferrovia seria a grande alavancadora do uso dessa área – observou.
Sarney afirmou que houve muita discriminação contra a Norte-Sul, cuja construção iniciou-se durante o período em que ele ocupou a Presidência da República. O presidente do Senado recordou que, quando a ferrovia foi lançada, diziam que ela ligaria o nada a coisa nenhuma, “achando que o Norte e o Centro-Oeste constituíam coisa nenhuma”, comentou.
- Na realidade, nessas regiões está o grande tesouro do país – afirmou.
Fonte: Agora MS




