09/07/2003 16h53 – Atualizado em 09/07/2003 16h53
RIO- Embora a polícia não tenha encontrado a arma de onde partiu o disparo que atingiu a estudante Luciana de Novaes na Universidade Estácio de Sá, no dia 5 de maio, a secretaria de Segurança deu por encerrado o caso. De acordo com o secretário de Segurança, Anthony Garotinho, o traficante Elton dos Santos, o Batata, de 19 anos, tinha ido à universidade para prestar contas com um outro traficante que não tinha autorização da boca para vender drogas no local.
O secretário apresentou laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) que comprova que a bala que estava no corpo da estudante partiu da mesma arma que matou um outro traficante, Valério Alves de Oliveira, um mês depois. Este traficante teria sido morto por Batata em 7 de junho no alto do Morro da Chacrinha, na Tijuca, com três tiros.
Em depoimento na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), o bandido não confirmou a versão. Nesta terça-feira, em novo interrogatório na DRE, ele também negou ter participado do assassinato de Valério.
O exame, realizado no ICCE, revelou que um dos projéteis retirados do corpo de Valério, de calibre .40, é idêntico ao extraído da coluna cervical de Luciana. Tem as mesmas ranhuras, marcas deixadas na bala ao percorrer o cano de uma arma. Um outro projétil, também calibre .40, estava muito amassado e não pôde ser comparado. A terceira bala não era de calibre .40. A morte de Valério está sendo investigada pela 6 DP (Cidade Nova).
Durante as investigações sobre o assassinato, Elton dos Santos apareceu como um dos matadores. Ao ser preso, ele disse ao delegado titular da DRE, Luiz Alberto de Andrade, que entre as armas dos traficantes do Turano há quatro pistolas de calibre .40. A favela fica atrás da Estácio.
Fonte: Globo News




