08/07/2003 08h06 – Atualizado em 08/07/2003 08h06
RIO – Mais de dez mil pessoas passaram nesta segunda-feira pelo Museu de Arte Moderna no primeiro dia de desfiles do Fashion Rio, onde 29 grifes vão lançar suas coleções para o próximo verão. Atores, músicos, empresários, socialites e uma infinidade de anônimos circularam pelos estandes montados sob os pilotis do museu no Aterro do Flamengo. Muitos prestigiaram o Espaço Ela/Citroën, do jornal O GLOBO, que nesta edição, repetindo o sucesso do evento realizado no início do ano, promete ser um dos mais concorridos.
Nas passarelas, quem roubou a cena foi a modelo teen Yasmin Brunet, que desfilou pela grife Salinas, de Jacqueline di Biase. Também desfilaram ontem Maria Bonita, Coven, Sta. Ephigênia e Marcia Ganem. A primeira apresentação do dia, a da Maria Bonita, era uma das mais esperadas. Foi a primeira coleção da grife carioca após a morte da estilista Maria Cândida Sarmento. Na platéia, as atrizes Debora Bloch, Bel Kutner, Vanessa Loes, Karine Carvalho e as cantoras Adriana Calcanhotto e Marina Lima. A jovem estilista Danielle Jensen, de 27 anos, foi fiel à escola de Cândida e apresentou um conjunto de peças casual, cheio de pontas, recortes e sinuosidades.
Jóias brilharam e atraíram olhares – Mas não foram apenas os desfiles que chamaram a atenção no primeiro dia do Fashion Rio. O evento Jóia Brasil, que trouxe de Paris o artista plástico Juarez Machado, apresentou peças deslumbrantes, algumas até mesmo sem preço estimado. Outras deixaram os visitantes boquiabertos pelo valor: um anel de rubi de 50 quilates da Natan foi avaliado em R$ 500 mil. A Cartier não ficou atrás e exibiu um colar de diamantes do mesmo preço. Para garantir a segurança do concorrido espaço, 30 homens vigiam o galpão durante 24 horas.
Outra jóia vigiadíssima era o artista plástico Juarez Machado, que aceitou o convite da curadoria do Jóia Brasil e criou 13 telas inspiradas no programa Fome Zero. Todas os trabalhos traziam mulheres usando jóias que foram reproduzidas no pé da obra com diversos materiais reciclados: tampinhas de garrafas de champanhe, notas de 100 dólares, soldados de chumbo e um prato da lojinha do museu francês Louvre com a reprodução da Monalisa, que, num balão de quadrinhos, dizia “tô com fome”.
- Eu achei que não teria tempo de vir. Mas me convidar para trabalhar é a mesma coisa que perguntar se macaco quer banana. Minha idéia é provocar, chamar a atenção, fazer rir. O que elas têm de valioso é a minha assinatura. Mas nenhuma delas está à venda – disse o designer.
Fonte: Globo News



