08/07/2003 14h47 – Atualizado em 08/07/2003 14h47
BRASÍLIA – Segundo informação da Federação Nacional dos Policiais Federais, a categoria paralisou suas atividades em todas as 27 superintendências regionais. O presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal, Fernando Honorato, disse que os serviços essenciais estão funcionando nas superintendências, mas os demais serviços estão comprometidos.
- Se houver invasão do MST em alguma fazenda ou seqüestro de alguma autoridade, a PF não poderá atender neste momento – afirmou.
Por conta da greve dos servidores federais contra a proposta de reforma da Previdência, oito universidades federais, além do Cefet do Paraná, também paralisaram suas atividades nesta terça-feira. A informação é da direção da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes). De acordo com a Andes, os servidores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Fluminense (UFF) discutem se também entram em greve nesta terça.
Estão em greve os servidores das universidades federais do Piauí, do Rio Grande do Norte, do Mato Grosso, de Santa Catarina, de Juiz de Fora (MG), de Santa Maria (RS), de Pelotas (RS), Agrária do Paraná e do Cefet do Paraná.
O diretor do Sindicato dos Servidores Federais do Rio, Gilmar Cabral, afirmou que 55% dos 130 mil funcionários que trabalham no estado aderiram à paralisação. Ele ressaltou, no entanto, que nenhuma categoria encerrou as atividades consideradas essenciais à população.
O Sindicato Nacional dos trabalhadores do IBGE também informou que todos os servidores do órgão no estado do Rio aderiram à paralisação de 72 horas convocada pelo movimento grevista.
Os 30 mil funcionários da Câmara, do Senado e do Tribunal de Contas da União, no entanto, não aderiram à paralisação de hoje. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis), Ezequiel Nascimento, eles não paralisaram suas atividades hoje, mas vão parar no dia da votação da reforma da Previdência na comissão especial, prevista para o fim do mês.
De acordo com Ezequiel, a central não aderiu à paralisação porque primeiro quer negociar com o governo.
- É bizonho parar sem negociar – afirmou.
O Sindicato, no entanto, fez um ato de protesto no salão verde da Câmara com palavaras de ordem hostilizando o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini. Em coro, os servidores gritavam: document.write Chr(39)Berzoini, presta atenção, esta reforma é privatizaçãodocument.write Chr(39).
Na abertura da Francal 2003, em São Paulo, nesta manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, no entanto, que a greve dos servidores públicos federais não deverá afetar a aprovação das reformas no Congresso.
- A greve não atrapalha as reformas. A greve é um direito do trabalhador. Só atrapalharia se os deputados fizessem uma greve, o que não é o caso – disse Lula, em rápida entrevista ao final da inauguração da Francal.
Fonte: Globo News



