23 C
Três Lagoas
segunda-feira, 29 de junho de 2026

Boate Hangar pode até fechar, mas violência não acaba

07/07/2003 14h54 – Atualizado em 07/07/2003 14h54

O proprietário da Boate Hangar, empresário Argêncio Júnior, conhecido por “Juninho”, em entrevista à Radio Difusora AM, na manhã desta segunda-feira, anunciou que “a Boate Hangar poderá ser fechada, mas os problemas de violência na cidade não irão acabar, se não forem tomadas as devidas providências”.

Localizada na rua Oscar Guimarães, entre a avenida Capitão Olinto Mancini e a rua Barão do Rio Branco, no centro, a Boate Hangar é ponto de encontro de jovens e adolescentes, na maioria dos finais de semana.

Na madrugada do domingo, supostos membros de gangues de bairro, por motivos ainda em investigação policial, dispararam arma de fogo nas imediações, ferindo cinco pessoas.

O incidente, ocorrido nas proximidades da Boate Hangar, nada teve a ver com a danceteria, mas Juninho teme que o ocorrido venha a prejudicar o movimento nos finais de semana. Dentro do estabelecimento, há um ano funcionando, nunca houve o registro de incidentes de violência, graças aos cuidados que são tomados pela direção, segundo esclareceu Juninho.

“Temos uma clientela, na sua maioria formada por estudantes universitários, e levamos a sério o problema da segurança no interior do nosso estabelecimento”, frisou Juninho, ao informar que possui uma equipe de oito seguranças, no interior da Boate.

“Eu não tenho condições de arcar com a responsabilidade da segurança externa, aonde estranhos comercializam bebidas e ligam o som de seus veículos em alto volume”, lamentou o empresário, que possui vasta experiência no ramo, na cidade de Dourados, onde também é proprietário de um estabelecimento idêntico há mais de 12 anos.

“Tenho encaminhado ofícios à Polícia Militar e quando percebo algo que possa gerar algum problema mais sério, logo me comunico com a PM. No entanto, não tenho sido atendido. A PM alega sempre falta de viaturas e até de combustível”, queixou-se Juninho, ao informar que, na madrugada de domingo, apesar de vários telefonemas, a polícia chegou ao local somente após 35 minutos do ocorrido.

“Investi em torno de R$ 60 mil em Três Lagoas e pago os meus impostos e taxas sempre em dia, acreditando que esta cidade está crescendo, mas não podemos conviver com o assustador crescimento da violência”, lamentou Juninho. Segundo ele, “se por acaso, precisar fechar a Boate, se nada for feito para coibir a violência, os baderneiros irão para outros locais, como na avenida Antônio Trajano e na circular da Lagoa Maior e em frente a outros salões de baile”.

Leia também

Últimas

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.