07/07/2003 17h41 – Atualizado em 07/07/2003 17h41
O deputado federal Geraldo Resende (PPS) entrou com uma representação na manhã de hoje (7) na Polícia Federal contra panfletagem criminosa feita na madrugada do último final de semana. Os panfletos, apócrifos (sem a identificação do autor) trouxeram informações inverídicas, caluniosas e difamatórias contra o parlamentar. Geraldo Resende disse que vai usar, ainda, outros meios judiciais para que os responsáveis pela panfletagem, após descobertos pela Polícia Federal, sejam devidamente responsabilizados e punidos.
Os panfletos acusam Geraldo Resende de ter um patrimônio incompatível com seus rendimentos, trazendo inclusive fotos de seu veículo (uma Pajero) e de seu apartamento no Edifício Paddock, em Dourados. O parlamentar, no entanto, disse que tudo o que possui foi amealhado em 48 anos de trabalho, principalmente como médico e, posteriormente, ao ocupar os cargos eletivos de vereador (por duas vezes), deputado estadual e agora como deputado federal.
“Adquiri o apartamento que possuo após vender um outro, que possuía em Dourados, e que adquiri à prestação; a Pajero, por sua vez, é um veículo consorciado que recebi após entregar o veículo anterior com o lance, da mesma forma que os carros que possuí anteriormente”, explica.
Quanto aos seus rendimentos, Geraldo Resende diz que os panfletos trazem informações mentirosas, pois ao longo dos quatro anos do mandato como deputado estadual, recebeu, entre subsídios diretos e indiretos, um total de R$ 480 mil, o que perfaz R$ 120 mil ao ano, da mesma forma que os demais parlamentares.
“Todos os meus rendimentos foram religiosamente declarados na Receita Federal e minha Declaração de Imposto de Renda está à disposição de qualquer interessado no meu escritório em Dourados, na Câmara Federal e até na Internet”, salientou.
O parlamentar desafiou os autores da panfletagem a provarem que tenha dívidas em alguma gráfica. “Não devo nada a ninguém. Tenho um nome limpo e crédito em qualquer lugar, pois em toda a minha vida, nunca dei um cheque sem fundos”, acrescentou.
A panfletagem da qual está sendo vítima, afirma Geraldo Resende, “parte de pessoas covardes que não assumem o que escrevem e se escondem sobre as sombras da calada da noite, numa tentativa sorrateira de diminuir as cobranças que fizemos em relação à proposta da Prefeitura em gastar R$ 1 milhão em propaganda, além dos R$ 400 mil já gastos esse ano, enquanto outros setores como a saúde e a infra-estrutura enfrentam sérios problemas em Dourados”.



