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segunda-feira, 29 de junho de 2026

MÚSICA: Sai disco com 32 remixes da trilha sonora de document.write Chr(39

04/07/2003 10h28 – Atualizado em 04/07/2003 10h28

Aí, cumpadi! O Buscapé, o Mané Galinha, o Bené e o Cenoura estão na pista de dança. Até o Zé Pequeno, apesar da falta de suingue, também está. Qual é? Vai ficar aí parado? É que todos esses personagens de “Cidade de Deus”, e também suas falas, serviram de referência ou inspiração para o disco com remixes da trilha sonora original do filme, que chega às lojas esta semana, quase ao mesmo tempo em que o DVD desembarca nas locadoras.

Assinando as músicas de “Cidade de Deus remix” estão alguns dos principais DJs, grupos e produtores de e-music do país, entre eles, Patife, Renato Cohen, Mau Mau (todos de SP), Anvil FX (de BH) e DJ Dolores (do Recife). Curiosamente, entre os 32 remixes, não há um sequer feito no Rio. Sem bairrismo, pelo amor de Deus e sua cidade, mas por quê? Talvez só Ele tenha a resposta.

  • É uma boa pergunta, mas sinceramente não sei explicar o motivo da ausência dos cariocas no projeto. Nunca tinha pensado nisso – diz Hank Levine, co-produtor do filme e idealizador do disco.

Produtor é o mesmo da trilha sonora original – Levine é alemão, mas calma aí, Zé Pequenos. Ele está longe de ser inimigo (como o “alemão” das gírias de rua, o integrante de uma gangue rival). Natural de Berlim, mas há três anos radicado no Brasil (mais precisamente, em São Paulo), ele é daqueles que tem o techno no pé.

  • Adoro techno, mas gosto também de house e drumdocument.write Chr(39)ndocument.write Chr(39)bass – conta ele, que é casado com uma brasileira.

Levine foi também um dos produtores da trilha sonora original do filme, feita por Antônio Pinto e Ed Cortês. E foi ele quem convidou o DJ (e jornalista) Camilo Rocha para produzir um remix. “Batucada remix” entrou ali no finzinho do disco (assinada por Camilo e o DJ Yah) e foi a faísca que deu origem aos remixes.

  • Eu costumo freqüentar as festas aqui em SP, onde a cena eletrônica é muito forte, e conheço alguns DJs – conta Levine – Bastou comentar que estava produzindo esse disco que as músicas não pararam de chegar.

Volumes serão vendidos separadamente – Chegaram tantas, e tão boas, que \”Cidade de Deus remix\” chega às lojas em dois formatos. Um, mais gordinho, vem com três CDs: os dois volumes dos remixes, e um terceiro disco, que vem com o video clipe de “Dadinho DJ Periférico Break Mix”, feito pelo VJ Alexis.

  • Além da versão completa, vamos vender também os dois volumes separados – conta Alexandre Teiman, diretor da gravadora ST2, que lançou o disco.

E aí o freguês que faça a sua escolha. O volume um tem a house classuda de Felipe Venâncio, o techno “bicho solto” de Camilo Rocha e o soul aditivado de Mad Zoo. O volume dois, ligeiramente superior, começa com uma versão db de Patife (e Mad Zoo) para “Nem vem que não tem”, de Wilson Simonal, e tem também o dub do Mamelo Sound System, o eletrônico regional do DJ Dolores, o groove surreal de Anvil FX (em “Estória da boca Exú remix”) e a percussão em slow motion de Edson X (ex-baterista do grupo Gueto).

Outras músicas do volume dois – os dbs “Amor de verão”, com o Drumagick, e “A busca da vida”, de Ramílson Maia – vão sair também em vinil, aqui e lá fora.

  • O disco vai ajudar a promover o filme e também o trabalho dos novos músicos brasileiros – conta Levine.

E, pensando bem, Felipe Venâncio é o nosso representante nessa Cidade de Deus remixada: o DJ é carioca da gema. Mas mora há anos em São Paulo. Serve, Dadinho?

Fonte: Globo News

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