04/07/2003 16h30 – Atualizado em 04/07/2003 16h30
A Comissão Especial de Avaliação da Educação superior, instituída pelo Ministério da Educação, tem prazo até 27 de agosto para apresentar ao ministro Cristovam Buarque um novo modelo de aferição da universidade brasileira. A primeira audiência pública da comissão começou na quarta-feira, dia 2, e foi encerrada hoje, no MEC. Foram ouvidas entidades organizadas do ensino superior (reitores, professores e estudantes) e da sociedade civil.
A próxima audiência está prevista para Recife, no dia 15, a partir das 18h. Ela se realizará paralelamente à 55ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), de 13 a 18, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “Em Recife, vamos também ouvir a comunidade científica, especialmente as associações ligadas à SBPC, as quais, certamente, terão contribuições a dar ao trabalho da comissão, que é o de pensar a nova política de avaliação”, disse Adalberto Carvalho, assessor da Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC).
Durante a primeira audiência, as instituições defenderam um sistema amplo e orgânico, que considere a avaliação como um todo. Ou seja, graduação, pós-graduação, áreas de pesquisa e de extensão, gestão acadêmica, financeira e administrativa.
“O caráter reducionista do Provão deve ser revisto”, defendeu Daniel Ximenes, coordenador-executivo da comissão. “Uma prova de três horas não pode ser referência de toda uma trajetória de formação e estudos feitos durante quatro ou cinco anos.”
Segundo Ximenes, a comissão valoriza a perspectiva de impulsionar as auto-avaliações institucionais pelas universidades com base em orientações pedagógicas do MEC.
Entre os temas apresentados na audiência destacaram-se, além das mudanças no Provão e na divulgação de seus resultados, o sistema nacional de certificação e a formação continuada dos professores. “As entidades convidadas compareceram e quase todas apresentaram contribuições por escrito”, salientou Adalberto Carvalho.
Fonte: Mec


