22/03/2003 08h31 – Atualizado em 22/03/2003 08h31
BAGDÁ – Fontes da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) disseram nesta sexta-feira à rede de TV ABC News que três dos mais proeminentes líderes do regime de Saddam Hussein foram mortos no chamado “ataque de decapitação”, que inaugurou a guerra do Iraque na madrugada de quinta-feira. Os mortos seriam Taha Yassin Ramadan, vice-presidente do Iraque, Izatt Ibrahim al-Douri e Ali Hassan Majid, conhecido como “Ali Químico”.
Se a informação for confirmada oficialmente, as mortes seriam o mais duro golpe já desferido pelos EUA contra Saddam desde a Guerra do Golfo, em 1991. Ali Químico é primo do ditador e goza de sua confiança. Tanto que o encarregou de garantir a segurança do sul do país durante a guerra. Ali Hassan Al-Majid ganhou o codinome document.write Chr(39)Ali Químicodocument.write Chr(39) por ser acusado de matar mais de cem mil curdos no norte do Iraque em 1987 e 1988, entre homens, mulheres e crianças, usando armas químicas.
A notícia foi divulgada em meio a rumores sobre o paradeiro de Saddam. O jornal americano “Washington Post” afirmou em sua edição desta sexta-feira que o ditador e ao menos um de seus dois filhos, Uday e Qusay, estariam num dos complexos bombardeados pelos EUA na quinta-feira. Nenhum dos oficiais da CIA, entretanto, arriscava dizer se o ditador tinha morrido. Havia polêmica também em torno do vídeo transmitido horas depois do início da guerra, em que o ditador aparece desafiando os EUA. Houve quem afirmasse que não se tratava de Saddam, mas sim um de seus sósias, e que isso provaria que o líder estava morto.
Nesta sexta-feira, o Iraque sofreu a maior campanha de bombardeios desde que a guerra iniciou, em ataques maciços contra as cidades de Bagdá, Tikrit, no sul, e Mosul e Kirkuk, no norte. Em entrevista após a primeira leva de ataques, o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, afirmou que os ataques desta sexta-feira foram lançados para provocar “choque e pavor” na liderança iraquiana.






