Medalhas na olimpíada revelam ensino mais intuitivo e menos temido em matemática
A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas não é uma prova qualquer. A OBMEP é o maior evento científico do Brasil, com milhões de estudantes do 6º do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, competindo em todo o país.
E chegar ao pódio nacional significa ter superado não apenas os colegas de sala, mas jovens de todas as regiões do país.
Foi exatamente isso que os estudantes da Escola Estadual Professora Nair Palácio de Souza, em Nova Andradina, fizeram na 20ª edição da olimpíada.
As conquistas por nível
- No Nível 1 (6º/7º ano do Fundamental), a escola conquistou medalha de bronze nacional, menção honrosa nacional e medalhas de prata e bronze estaduais.
- No Nível 2 (8º/9º ano do Fundamental), os estudantes alcançaram medalha de bronze nacional, medalha de prata estadual e menção honrosa nacional.
- No Nível 3 (Ensino Médio), cinco estudantes receberam certificado de menção honrosa em nível nacional.
As conquistas demonstram que o desempenho da escola não foi pontual, mas consistente em todas as faixas de competição.
Estudantes protagonistas da superação
Cada medalha carrega uma história de escolhas, de abrir o caderno quando era mais fácil não abrir, de resolver o problema mais uma vez quando a resposta não vinha, de acreditar que a matemática da escola pública pode competir de igual para igual com qualquer outra. Os estudantes da Nair Palácio provaram que pode.
Educadores como mediadores do talento
Por trás de cada resultado há um professor que enxergou o potencial antes da medalha, que preparou, incentivou e não desistiu quando o caminho foi difícil.
A conquista da escola é também a conquista de uma equipe que acredita que raciocínio lógico e pensamento científico se cultivam todos os dias, dentro e fora das olimpíadas.
A escola como espaço de excelência
A EE Professora Nair Palácio de Souza reafirma que a escola pública investe no desenvolvimento do raciocínio dos seus estudantes e os resultados chegam com nome, nível e medalha.
E que, o esforço e a educação transformam vidas na rede estadual, revelando talentos prontos para competir com qualquer escola do Brasil.
Significados na prática
Vencer na OBMEP vai muito além das medalhas. Os estudantes medalhistas em nível nacional têm direito a bolsas de iniciação científica júnior no CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) com duração de 12 meses, renováveis conforme o desempenho acadêmico.
Mais do que um reconhecimento financeiro, a bolsa conecta o jovem a uma rede de universidades e institutos de pesquisa do PNEM (Programa de Iniciação Científica), da OBMEP, abrindo portas para a ciência na educação básica.
Para um estudante de escola pública do interior de Mato Grosso do Sul, esse caminho pode ser o primeiro passo de uma trajetória acadêmica e científica que começa com uma medalha e não tem teto, nem limites.
(*) Gilberto Junior, SED










