13/11/2002 08h53 – Atualizado em 13/11/2002 08h53
Pelo menos uma pessoa morreu e nove ficaram feridas com tiros em Caracas durante confrontos entre a polícia e simpatizantes do presidente Hugo Chávez, informou um oficial.
A violência ocorre enquanto o governo de Chávez e opositores se reúnem pelo terceiro dia consecutivo com o objetivo de terminar com o conflito político sobre o mandato do presidente.
A polícia disparou gás lacrimogêneo para conter conflitos nas ruas do centro de Caracas, com os partidários do presidente esquerdista bloqueando as entradas ao escritório do prefeito da cidade, Alfredo Peña, opositor de Chávez.
Pedro Aristimuno, secretário de Saúde de Caracas, afirmou que um jovem de 23 anos morreu baleado, e que outras nove pessoas foram gravemente feridas nos confrontos.
O confronto nas ruas começou horas antes de o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o colombiano Cesar Gaviria, iniciar a mediação das conversações, que têm a intenção de encontrar uma solução para o conflito político que assola o país.
Pena, cujo gabinete vem sendo atacado constantemente pelos manifestantes pró-Chávez, acusou o governo de tentar sabotar as conversas de paz.
“Isto é uma provocação de Chávez”, disse Peña a repórteres.
A oposição também criticou Chávez por perder o controle dos “elementos radicais” do seu grupo de apoio.
Chávez acusa adversários como Pena de tramarem um golpe de Estado contra seu governo. Líderes da oposição estavam reunidos no gabinete de Pena quando a violência começou.
Petróleo
A tensão política na Venezuela foi agravada hoje, quando coincidiu o segundo dia de protesto de funcionários da estatal petrolífera PDVSA.
Centenas de funcionários da estatal exigiam do governo o fim de políticas partidárias na maior companhia petrolífera da América do Sul.
Os carregamentos de petróleo não foram afetados, mas protestos semelhantes de funcionários de cargos de gerência da companhia contribuíram para o golpe contra Chávez em abril e comprometeu seriamente as exportações de petróleo do país.
Fonte: Reuters




