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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Acusada de matar os pais no Brooklin chora durante reconstituição

13/11/2002 13h10 – Atualizado em 13/11/2002 13h10

A universitária Suzane, 19, presa em São Paulo sob acusação de envolvimento no assassinato dos pais, Marísia e Manfred von Richthofen, chorou durante a reconstituição do crime, que é realizada na casa da família, na região do Brooklin, zona sul.

Os trabalhos começaram por volta das 11h30. Além de Suzane, os outros dois acusados -seu namorado Daniel Cravinhos, 21, e o irmão dele, Cristian, 26 – estão na casa. Andreas, 15, irmão de Suzane, também participa da reconstituição.

Cerca de 30 pessoas, entre advogados, policiais e promotores, estão no interior da residência, na rua Zacarias de Góis.

A reconstituição é feita separadamente com os acusados, que foram colocados em diferentes cômodos da casa. Cristian, iniciou os trabalhos, estava na biblioteca antes do início da reconstituição. Daniel aguarda em uma sala com lareira e Suzane está em um quarto de empregada. Andreas aguarda na cozinha da casa.

Com a reconstituição, a polícia pretende esclarecer a participação de cada um dos acusados no crime.

Houve tumulto na chegada dos três. Suzane foi chamada de “assassina”.

O crime

Os corpos de Manfred e Marísia foram descobertos na cama, na madrugada de 31 de outubro. O engenheiro tinha uma toalha branca no rosto e Marísia estava com um saco plástico na cabeça.

Na sexta-feira (8), após depoimentos que se estenderam pela madrugada, a Polícia Civil anunciou ter desvendado o crime.

Segundo o DHPP, Suzane, Daniel e Cristian planejaram e executaram o assassinato. A motivação seria a proibição do namoro de Suzane e Daniel e a consequente herança deixada pelo casal. Suzane afirmou que planejou a morte dos pais document.write Chr(39)por amordocument.write Chr(39) ao namorado.

A casa não tinha sinais de arrombamento e o alarme e sistema interno de televisão estavam desligados, o que levou a polícia a investigar a hipótese de o crime ter sido cometido por pessoas próximas às vítimas. A biblioteca estava revirada.

Um revólver calibre 38, do engenheiro, foi encontrado ao lado da cama. Conforme a polícia, a arma não foi usada.

Suzane disse à polícia, no dia do crime, que havia saído com o namorado e com o irmão na noite de 30 de outubro. Deixaram Andreas em um cibercafé e foram a um motel. Na volta, disse que encontrou as portas abertas e as luzes acesas.

Na ocasião, informou aos policiais do 27º Distrito Policial o desaparecimento de R$ 8.000 e US$ 5.000.

Durante novos depoimentos feitos ao DHPP, os policiais perceberam contradições entre as falas de Suzane, do irmão e do namorado.

Jóias foram encontradas no sítio da namorada de Cristian, C., 16, em Mairinque (66 km a oeste de São Paulo). Ela é uma das testemunhas da polícia.

Seu pai disse ontem, após depoimento da adolescente no DHPP, que Cristian chegou a ameaçar a filha de morte caso ela contasse para alguém sobre o assassinato. Disse também que Cristian passou com sua família o primeiro final de semana depois do crime, quando, provavelmente, escondeu as jóias na casa.

Fonte: Folha Online

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