12/11/2002 13h23 – Atualizado em 12/11/2002 13h23
A baixa massa óssea (osteoporose ou osteopenia) é um problema importante de saúde pública que afeta milhões de brasileiros.
Calcula-se que, após a menopausa, uma em cada três mulheres desenvolvem a doença. Entre os homens, a freqüência é de quase 10% após os 65 anos de idade.
Segundo o médico endocrinologista Luiz Henrique Gregório, Diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o esqueleto é a principal fonte de cálcio do organismo. Assim, sempre que o corpo precisa, “retira” um pouco do cálcio dos ossos, e o repõe depois através da alimentação. Com a idade, este mecanismo vai se desequilibrando e, se a pessoa não tem boas reservas de cálcio, vai ficando com os ossos cada vez mais fracos.
Assim, osteoporose é caracterizada, basicamente, pela fragilidade dos ossos, que ficam “porosos” como uma esponja, e sujeitos a um número maior de fraturas e acidentes. Na maioria das vezes, a doença é devida à falta de um hormônio feminino, o estrogênio, que ajuda a proteger os ossos e é produzido em quantidade muito menor ápos a menopausa.
Mas há outras causas secundárias para o problema, como a baixa produção de hormônios masculinos, a diabete, a artrite, o alcoolismo, o uso continuado de remédios feitos com cortisona e problemas na tireóide.
Se não tratada, a osteoporose progride sem sintomas por um longo tempo, até que os ossos começem a se quebrar. Num primeiro momento, surgem microfraturas (muitas vezes na região da coluna, o que causa encurvamento e diminuição da estatura). Depois, começam a acontecer as grandes fraturas, principalmente nos ossos do quadril, da coluna, das pernas e dos punhos.
Fonte: Terra






