01/11/2002 15h18 – Atualizado em 01/11/2002 15h18
SÃO PAULO – A volatilidade ainda ronda o mercado acionário e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou ao terreno negativo. Às 15h54m, o Índice Bovespa tinha 10.144 pontos, com baixa de 0,22%. O volume financeiro era de R$ 486,3 milhões. O mercado de câmbio permanece vendedor nesta tarde, o que mantém o dólar abaixo do patamar dos R$ 3,60. O volume de negócios é escasso, mas o clima nas mesas é de tranqüilidade. Às 15h10m, a moeda era cotada a R$ 3,587 na compra e R$ 3,592 na venda, com queda de 1,04%. No mercado futuro, o dólar para liquidação em dezembro está em R$ 3,548, com baixa de 0,89%.
A queda da moeda americana reflete principalmente uma mudança de posicionamento dos investidores, que corrigem posições bastante pessimistas traçadas semanas atrás. Com essa correção, empresas de exportação se apressam em trazer recursos ao país e, ao mesmo tempo, importadores aproveitam as cotações mais baixas. A melhora do humor é sustentada pela valorização dos títulos da dívida externa brasileira, que derrubam o risco-país para o patamar abaixo dos 1.700 pontos-base.
Na bolsa, até mesmo as ações da Petrobras perderam força e o mercado volta a realizar lucros. A bolsa paulista subiu 17,9% em outubro e já era esperado que investidores entrariam a partir de hoje com maior força na venda, para recolher parte desses ganhos.
As ações da Petrobras se destacam desde o final da manhã, impulsionadas pela notícia de aumento dos combustíveis. A alta da gasolina já era mais do que esperada, diante das recentes altas do dólar. Os rumores eram mesmo de que o reajuste seria anunciado depois das eleições presidenciais, numa decisão política de adiar uma medida impopular.
Petrobras PN, segunda ação mais negociada da bolsa, sobe 0,56%. Já Petrobras Distribuidora sustenta valorização de 2,80%.
Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores baixas são de Embraer PN (-2,7%) e Itaúsa PN (-2,6%).
Fonte: GloboNews.com





