23/10/2002 13h19 – Atualizado em 23/10/2002 13h19
As adolescentes não estão desfrutando de muita popularidade ultimamente.
De livros como “Queen Bees and Wannabes” e “Odd Girl Out” (Menina Ímpar que descrevem a tirania feminina e a psicologia das meninas, até uma matéria recente na capa da revista Time, intitulada “Mean Girls,” as garotas na faixa de 11 a 18 anos estão sob intensa crítica social.
Pesquisas têm priorizado a agressão relacional, termo usado para descrever o isolamento e a manipulação de pessoas socialmente frágeis. Este tipo de agressão não deixa cicatrizes, mais pode ser mais prejudicial que a agressão física, característica dos meninos.
Estudos anteriores demonstraram que a agressão social ou relacional ocorre em culturas que enfatizam o individual desde a pré-escola, como Estados Unidos e Europa. Entretanto, segundo uma pesquisa recente, meninas na Indonésia, sociedade que valoriza a manutenção da harmonia e evita os conflitos interpessoais, também podem apresentar comportamento socialmente agressivo.
No estudo, alunos da quinta e oitava séries dos EUA e Indonésia foram solicitados a descrever os companheiros de quem não gostavam. Os pesquisadores perguntaram aos adolescentes, entre 11 e 14 anos, sobre comportamento prejudicial por parte de outros e conflitos. As entrevistas foram classificadas em relação à presença de agressão física, verbal e relacional.
Nos dois países, as meninas descreveram a agressão relacional com mais frequência que os meninos. No geral, quase 20 por cento das meninas disseram que os colegas praticavam alguma forma de agressão social, em comparação a quase 5 por cento dos meninos.
Especificamente, mais de 30 por cento das meninas descreveram o ostracismo social, comparadas a menos de 6 por cento dos meninos, e 27 por cento relataram fofocas, comparadas a 11 por cento dos meninos.
Fonte: Yahoo!





