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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Caixa pode ser 1ª prova arqueológica da existência de Jesus

22/10/2002 08h40 – Atualizado em 22/10/2002 08h40

RIO – Uma caixa para guardar ossos feita de pedra calcária pode ser o primeiro indício arqueológico da existência de Jesus. Na caixa, que pertence a um colecionador particular de Israel e foi encontrada vazia, lê-se em aramaico: document.write Chr(39)Tiago, filho de José, irmão de Jesusdocument.write Chr(39). Estudos comprovaram que o objeto data do século I d.C.. A descoberta esta sendo comparada ao Sudário de Turim – em importância e controvérsia.

A caixa e a inscrição foram estudadas por André Lemaire, estudioso de hebraico e aramaico da Universidade de Sorbonne, na França. As conclusões de sua análise estão na edição de novembro e dezembro da revista document.write Chr(39)Biblical Archaeology Reviewdocument.write Chr(39), da Sociedade de Arqueologia Bíblica, com sede nos Estados Unidos.

  • Análises geológicas comprovaram que a rocha é de dois mil anos atrás e tem o mesmo padrão das pedras de Jerusalém. Não há como ser falsa – disse ao GloboNews.com Jack Meinhardt, editor assistente da document.write Chr(39)Biblical Archaeology Reviewdocument.write Chr(39).

Não há prova de que as três pessoas citadas na inscrição sejam os personagens da Bíblia – que faz referência a um irmão de Jesus chamado Tiago, um de seus discípulos e autor de uma das cartas que integram o Novo Testamento. Mas, estatisticamente, a chance de os mesmos três nomes constarem em um tipo de inscrição em que não se costumava citar irmãos é considerada desprezível.

Segundo Meinhardt, a caixa estava com um colecionador de peças arqueológicas há 15 anos.

  • Ele comprou a peça em um antiquário de Israel. Apesar da inscrição, ele não achou que fosse uma caixa muito importante, porque esse nomes eram muito comuns na época. Pensou que fosse o ossário de uma família comum.

André Lemaire tomou conhecimento do ossário ao conhecer o colecionador em uma festa. E logo percebeu que dificilmente estaria diante de um objeto qualquer.

  • O colecionador falou sobre a caixa. Apesar de saber que os nomes José, Tiago e Jesus eram comuns, Lemaire também sabia que era difícil encontrar em uma mesma família esses três nomes – contou Meinhardt. – Além disso, como a sociedade da época era patriarcal, os ossários exibiam apenas inscrições com o nome do pai e do filho. A simples menção de Jesus prova que ele era famoso ou sugere que os ossos de Jesus também estiveram na caixa.

De acordo com Meinhardt, o ossário deve ser exibido ao público em uma exposição no Museu Real de Ontário, no Canadá, marcada para ter início em novembro. Um documentário sobre a descoberta também está sendo realizado e será exibidio pela canal de televisão a cabo Discovery Channel.

O objeto, porém, já começa a despertar controvérsia. Em entrevista ao noticiário on-line do Discovery Channel, Robert Eisenman, professor de arqueologia bíblica da Universidade do Estado da Califórnia em Long Beach, nos EUA, disse que a expressão document.write Chr(39)irmão de Jesusdocument.write Chr(39) nunca teria sido inscrita em um ossário do primeiro século.

Ele compara o achado ao Santo Sudário. Como o pedaço de pano que teria envolvido o corpo de Jesus após sua morte e cuja autenticidade é contestada, ele diz que o ossário document.write Chr(39)é um grande artefato, mas para os acreditamdocument.write Chr(39). document.write Chr(39)Eu tremeria se fosse verdadeiro, mas acredito que seja uma falsificaçãodocument.write Chr(39), disse Eisenman.

Provar a falsificação, porém, pode ser quase impossível. As letras que compõem a inscrição têm o formato típico do período imediatamente anterior à destruição de Jerusalém pelo Império Romano, em 70 d. C.. Análises realizadas pela Pesquisa Geológica de Israel mostraram que a caixa document.write Chr(39)não tem elementos modernos, não foi trabalhada com ferramentas modernas e parece ser genuínadocument.write Chr(39), relata o noticiário do Discovery Channel.

Mas essa não será a única controvérsia a rondar o objeto. Jerome Murphy-Odocument.write Chr(39)Connor, professor de Novo Testamento da Escola Bíblica de Jerusalém, diz que, dada sua importância, a permanência da caixa em uma coleção particular é document.write Chr(39)intoleráveldocument.write Chr(39).

  • A peça continua sendo do colecionador – respondeu Jack Meinhardt.

Fonte: GloboNews

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