22/10/2002 09h36 – Atualizado em 22/10/2002 09h36
BRASÍLIA – O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que seu sucessor, se realmente pretende fazer uma reforma política no país, terá de iniciá-la imediatamente, em 2003.
A recomendação de FHC foi feita na segunda-feira, em uma conversa com o presidente do Senado, Ramez Tebet.
Caso a reforma seja adiada, a proximidade das eleições municipais, em 2004, e os diferentes interesses de partidos políticos e candidatos emperrariam a tramitação da proposta no Congresso, acrescentou o presidente.
FHC lembrou que essas dificuldades ocorreram em seu governo, embora acrescentasse que o Palácio do Planalto se empenhou para aprovar a reforma.
Para Tebet, dois pontos devem ter prioridade – o financiamento público das campanhas eleitorais e as mudanças no sistema proporcional de votação.
Os dois tópicos, já aprovados no Senado, dependem da aprovação da Câmara dos Deputados para entrar em vigor.
Caso não haja alteração, os recursos destinados aos partidos políticos para financiar as eleições dependerão dos votos obtidos no último pleito.
O sistema proporcional, por sua vez, será mantido apenas para metade dos candidatos. Os outros constarão na lista feita pelos partidos.
Fonte: Agência RBS




