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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Soldados israelenses mataram 340 crianças desde o início da Intifada

04/10/2002 08h28 – Atualizado em 04/10/2002 08h28

Duas organizações não-governamentais (ONG) de defesa dos direitos palestinos afirmaram hoje, em Genebra, que 340 crianças morreram desde setembro de 2000 (quando teve início a nova Intifada) nos territórios palestinos durante as operações militares israelenses de repressão à Intifada.

Em coletiva de imprensa, Adam Hanieh, da organização Defence for children international, e Sulaima Abu El-Haj, da Early Childhood Resource Center, também avaliaram em 350 o número de jovens palestinos de 14 a 17 feitos prisioneiros em três centros de detenção de Israel.

As duas organizações também informaram que o número de menores feridos era de 7.000.

Ao todo, 82% das crianças morreram sem ter ligação alguma com confrontos. “Foram mortos em lugares onde deveriam estar em absoluta segurança”, declarou Sulaima El-Haj.

As crianças que compõem os outos 18% restantes, foram mortas durante manifestações.

Sulaima El-Haj rejeitou categoricamente a argumentação israelense segundo a qual as crianças palestinas seriam colocadas deliberadamente na linha de frente para servir de escudo humano.

Segundo ela, 95% dos adolescentes foram presos porque jogavam pedras e que, por isso, acabaram condenados a penas entre seis e 12 meses de prisão.

Quando julgados, os rapazes de 16 ou 17 anos são tratados como adultos e presos com adultos. Os que têm 14 ou 15 anos geralmente são presos com menores delinquentes israelenses que os maltratam, segundo as informações.

As ONGs afirmaram também que muitos desses jovens detidos não recebem a visita dos pais e que a assistência legal é muito limitada pela dificuldade dos advogados palestinos terem acesso aos centros de detenção israelenses.

Estas ONGs se encontram em Genebra por ocasião da reunião do Comitê da ONU para os direitos das crianças, que está examinando um informe apresentado por Israel.

Fonte: France Presse

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