Condições climáticas favoráveis, disponibilidade de áreas e legislação com foco à tolerância zero ao greening são alguns aspectos que criam ambiente para a expansão da citricultura em Mato Grosso do Sul. O greening é uma doença sem cura, causada por bactéria e que impacta pomares citrícolas em municípios produtores como os do interior de São Paulo, além de algumas regiões de Minas Gerais.
Aqui no estado, a área destinada à citricultura passou de 2,5 mil hectares em 2022 para os atuais 36,5 mil hectares. “Isso é fruto da busca do estado em diversificar a produção. Nesse sentido, temos aqui um trabalho atento, com legislação e fiscalização, para evitar a doença que afeta os pomares e isso aliado ao ambiente institucional seguro para investimentos proporcionou a vinda de citricultores para o nosso estado”, diz o economista e ex-secretário de Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck.
Para ele, o estado já demonstrou capacidade de consolidar novas cadeias produtivas globais. “Assim como ocorreu com a celulose, agora avança também na citricultura, criando condições para a diversificação econômica, interiorização do desenvolvimento e geração de empregos. MS tem vantagens competitivas para produção de citros”, diz Verruck, que atualmente é pré-candidato a deputado federal (Republicanos). A produção de citros já está presente em 44 municípios sul-mato-grossenses.







