16/12/2010 16h58 – Atualizado em 16/12/2010 16h58
Por Emerson Augusto Fonseca
É natal. O espírito natalino contagiou os nossos “comandantes”, que resolveram tirar a mascará de ovelhas e se vestir de Papai Noel. Com o conhecido saco de presentes nas costas, votaram um projeto que eleva seus salários para 26,7 mil, um presente planejado estrategicamente diante da sucessão presidencial, mostrando que a cara da politicagem e suas cartas sempre escondidas nas mangas dos trâmites e bastidores do Congresso Nacional chegou mais cedo do que se esperava.
Um trenó, puxado pelos partidos que apóiam o governo, e que ainda não decidiram qual será o novo salário mínimo daqueles que vão pagar os bilhões que sairão dos cofres públicos para garantir e ostentar a ganância e o luxo de poucos a quem confiaram, de forma obscura e dinâmica, coisa que não se vê entre os homens de gravata e caneta na mão, simplesmente e arbitrariamente elevaram seus salários contrariando a realidade do “Brasil Potência”, e deram mais um golpe de esquerda e certeiro na desigualdade que aflige os 14 milhões de brasileiros, desprovidos de dignidade e de comida.
Os Senhores de regalias, fizeram vistas grossas a taxas e estatísticas econômicas, são na verdade “fanfarrões”, que vão distribuir cestas, brinquedos, apertos de mãos e um “FELIZ NATAL” aos miseráveis desse país que por falta de infraestrutura e políticas de desenvolvimento sustentáveis acordam e dormem de barriga vazia, e alegres irão contentar-se com as migalhas que vêm de uma cultura onde o assistir parece ser um bem e não um dever do estado.
Enquanto, suas damas e a realeza prepararam sua ceia, os milhões de subnutridos preparam uma sopa de contentamento e esperam no “divino” que Papai Noel bata na sua porta, pois se o tão esperado e bondoso homem descesse pela chaminé, ficaria preso entre as teias de uma lareira que a muito tempo e talvez ainda por anos não vai se acender.



